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MADRID 2 out. (EUROPA PRESS) -
O governo da Estônia anunciou nesta quinta-feira que proibiu a entrada no país do rapper russo Kamazz, que faria um show no dia 4 de outubro na cidade de Narva, perto da fronteira com a Rússia, por causa de seu apoio à ocupação do território ucraniano por Moscou.
"Desde a eclosão da guerra em grande escala na Ucrânia, nossa mensagem tem sido muito clara: figuras culturais do Estado agressor e indivíduos que apoiam a agressão não têm lugar na Estônia", disse o Ministério das Relações Exteriores em um comunicado.
Ele pediu aos organizadores do evento que levassem em conta a posição de Tallinn. "Convidar partidários da agressão para a Estônia é inaceitável", disse, acrescentando que o veto entrou em vigor na quinta-feira.
As autoridades lituanas também propuseram incluir o rapper, cujo nome verdadeiro é Denis Roziskul, na lista de estrangeiros proibidos de entrar no país por causa de "suas repetidas visitas à península da Crimeia ilegalmente anexada", bem como "sua colaboração com as autoridades de ocupação em Donetsk".
"Suas ações nos territórios da Ucrânia anexados ilegalmente pela Federação Russa minaram deliberadamente a integridade territorial e a soberania da Ucrânia, justificando assim indiretamente as ações agressivas da Federação Russa", disse o Ministério das Relações Exteriores da Lituânia em um comunicado.
O rapper nascido na Rússia, que fez uma turnê pelas cidades da Crimeia em agosto e cantou na cidade ucraniana de Donetsk em março, estava programado para fazer um show na capital Vilnius amanhã.
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