Europa Press/Contacto/Alexander Polegenko
MADRID 12 jan. (EUROPA PRESS) - As autoridades da Estônia informaram nesta segunda-feira que proibiram a entrada no país de todos os cidadãos russos que tenham combatido na invasão russa da Ucrânia, que já se aproxima do seu quarto ano.
O ministro das Relações Exteriores do país báltico, Margus Tsakhna, indicou em um comunicado divulgado nas redes sociais que a primeira medida desse tipo, já em vigor, afeta 261 russos que lutaram ao lado do Exército de Moscou. “Isso é apenas o começo”, ameaçou. “Centenas de milhares de combatentes aliados ao agressor se envolveram nessa guerra brutal, cometeram atrocidades e espalharam a violência. Eles não têm lugar na Estônia nem na zona Schengen”, afirmou. Além disso, destacou que o governo estoniano “continuará trabalhando para garantir que esta porta permaneça fechada para os ex-combatentes russos”. “Pedimos aos demais países que façam o mesmo”, acrescentou. Não é a primeira vez que as autoridades estonianas tomam medidas desse tipo. Em 2022, pouco depois do início da guerra, endureceram as condições de entrada de turistas russos no país como medida de retaliação. No entanto, os cidadãos russos com um visto emitido num dos outros países do espaço Schengen — que agrupa a maioria dos países da União Europeia e permite a livre circulação — podiam entrar na Estônia.
Desde então, a Estônia, juntamente com a Letônia e a Finlândia, que também compartilham fronteiras com a Rússia, têm pressionado a União Europeia para proibir a emissão de novos vistos a cidadãos russos, uma medida que foi rejeitada por alguns Estados-membros.
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