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MADRID 14 mar. (EUROPA PRESS) -
O governo da Estônia defendeu nesta sexta-feira a retirada do direito de voto da Hungria na União Europeia por torpedear "sistematicamente" medidas que teoricamente são de interesse comum, depois que o governo de Viktor Orbán se distanciou nos últimos dias mais uma vez de questões fundamentais como a resposta à guerra na Ucrânia e o fortalecimento da defesa.
"A Hungria está sistematicamente indo contra os interesses de segurança comuns da Europa", disse o ministro das Relações Exteriores da Estônia, Margus Tsahkna, que é a favor de uma ação "rápida". Em particular, ele sugeriu invocar o Artigo 7 do Tratado da UE, informa o canal ERR.
Esse artigo prevê a suspensão dos direitos de um estado-membro, incluindo os direitos de voto no Conselho Europeu, se for considerado uma violação grave e persistente dos princípios nos quais o bloco da UE se baseia.
Tsahkna estava falando depois de um acordo de última hora para estender as sanções individuais contra a Rússia por causa da invasão da Ucrânia, após a pressão das autoridades húngaras para remover certos indivíduos da lista negra. No final, sete foram removidos, três deles já mortos.
Além disso, o governo húngaro deixou claro que não compartilha da abordagem geral do plano de rearmamento comum. Na sexta-feira, Orbán reiterou sua rejeição à emissão conjunta de dívidas pela União Europeia para favorecer os gastos com defesa, às vésperas de um Conselho Europeu que deve ser marcado pelo plano de rearmamento apresentado pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e como ele deve ser financiado.
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