Publicado 09/06/2026 09:00

A Estônia alerta que incidentes envolvendo drones se repetirão e aposta na tecnologia de Kiev para repeli-los

Arquivo - 15 de abril de 2026, Vilnius, Lituânia: O presidente da Estônia, Alar Karis, discursa durante uma coletiva de imprensa conjunta com o presidente da Lituânia, Gitanas Nauseda, no Palácio Presidencial em Vilnius. O presidente da Estônia chegou à L
Europa Press/Contacto/Yauhen Yerchak

MADRID 9 jun. (EUROPA PRESS) -

O presidente da Estônia, Alar Karis, alertou nesta terça-feira que os incidentes envolvendo drones ucranianos que têm sido registrados na fronteira nos últimos tempos em vários países do Báltico — supostamente redirecionados pela Rússia — se repetirão enquanto a guerra continuar e apostou em utilizar a experiência e a tecnologia de Kiev para combatê-los.

“Inevitavelmente, por estarmos em guerra, provavelmente haverá mais casos como este, devemos levar isso em conta. Mas também recomendo ao nosso povo que mantenha a calma”, afirmou o presidente estoniano durante uma coletiva de imprensa conjunta com seu homólogo ucraniano, Volodimir Zelenski, segundo reportagem da emissora ERR.

Karis explicou que, embora tenham demonstrado ser capazes de neutralizar essas ameaças graças ao uso de caças de combate, ele ressaltou que é “muito caro” fazê-lo dessa forma, por isso acredita que é preciso aproveitar a experiência ucraniana e trazer essa tecnologia e essas capacidades para a Estônia.

Assim, Zelenski reiterou que a Ucrânia colaborará com a Estônia e outros países europeus envolvidos nessas situações, como parte do chamado acordo de drones, que, além do envio de tecnologia e equipamentos para sua fabricação, também inclui o intercâmbio de experiências e a formação de especialistas.

“Estamos fazendo nossa parte; também temos experiência no Oriente Médio, para onde já enviamos nossos equipamentos e contamos com pessoal treinado”, afirmou o líder ucraniano, que voltou a enfatizar que a presença desses drones faz parte da “guerra eletrônica” da Rússia.

Zelenski explicou que a Rússia quer aumentar as tensões no seio da União Europeia com essas manobras. “Se drones ucranianos chegarem aqui, então sabemos que os russos estão tentando usar a guerra eletrônica para desviar nossos drones de sua rota e direcioná-los para cá”, afirmou.

Nos últimos tempos, intensificou-se a presença de drones ucranianos no espaço aéreo dos países bálticos, mas também na Finlândia. Na Estônia, há algumas semanas, um caça romeno que participa da missão de vigilância aérea da região liderada pela OTAN abateu um desses projéteis perto de Kablakula.

Na Letônia, a questão chegou a tal ponto que custou o cargo ao ministro da Defesa, gerando uma crise de governo que resultou na renúncia da primeira-ministra, Evika Silina, enquanto na Lituânia levou o governo a reforçar as medidas de segurança e fez com que algumas autoridades de alto escalão tivessem que buscar refúgio.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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