Publicado 28/08/2026 09:03

Estão sendo estudadas alternativas aos caminhões-tanque para garantir o abastecimento nas áreas afetadas pelo incêndio em Pinofranqu

A secretária de Indústria, Energia, Ciência e Território, Mercedes Morán, se reúne com o presidente da Câmara Provincial de Cáceres, Miguel Ángel Morales, e com representantes da CHT para garantir o abastecimento nas áreas afetadas pelos incêndios.
EUROPA PRESS

MÉRIDA 28 ago. (EUROPA PRESS) -

O Governo da Extremadura, a Câmara Provincial de Cáceres e a Confederação Hidrográfica do Guadiana realizaram nesta sexta-feira uma reunião para definir as medidas que garantam o abastecimento de água potável aos municípios de Las Hurdes afetados pelo grave incêndio em Pinofranqueado.

Essas medidas terão como referência o modelo que apresentou excelentes resultados no ano passado, após o grave incêndio de Jarilla, no Vale do Jerte, com ações como o helimulching e a instalação de barreiras em gargantas para evitar que as cinzas sejam arrastadas e contaminem os sistemas de distribuição a jusante.

Mas o primeiro passo é garantir o abastecimento de água potável nas aldeias; por isso, já estão sendo estudadas soluções para substituir os caminhões-pipa distribuídos pela Câmara Provincial de Cáceres, por meio do consórcio MásMedio.

“Alternativas que permitam transportar a água a partir de outras captações ou realizar as medidas necessárias para garantir o abastecimento direto”, destacou a secretária de Indústria, Energia, Ciência e Território, Mercedes Morán, antes de participar de uma reunião técnica da qual também participou o presidente da Câmara Provincial de Cáceres, Miguel Ángel Morales, juntamente com responsáveis da CHT.

Morán reiterou que será adotada a mesma estratégia implementada com sucesso no ano passado no caso do incêndio de Jarilla, na região do Vale do Jerte.

O trabalho do ano passado foi “muito eficaz”, por isso, este ano, o modelo será replicado. Para isso, foi realizada esta reunião entre as três instituições competentes na matéria, a saber: a Junta da Extremadura, a Câmara Provincial de Cáceres e a Confederação Hidrográfica do Tejo.

Dessa forma, o local será visitado novamente para determinar as ações a serem realizadas por cada órgão. De qualquer forma, foi ressaltado que, neste momento, a prioridade é o abastecimento para consumo humano e, para isso, a Câmara Municipal de Cáceres mobilizou caminhões-cisterna nas aldeias afetadas.

“Quando existe essa necessidade imediata e ainda não é possível iniciar as obras, evidentemente é a Câmara Provincial que, por meio da MásMedio, dispõe dos caminhões-cisterna — como eu dizia — homologados pelo SES, pela Junta da Extremadura, para que possamos utilizar essa água e abastecer a população para consumo", destacou Morán.

Posteriormente, serão realizadas as obras de emergência necessárias “o mais rápido possível” e de forma coordenada, tomando como referência o incêndio de Jarilla, onde foi aplicada a técnica denominada “mulching”, que consiste em depositar no solo grandes quantidades de palha para evitar o arrastamento de materiais, bem como foram criadas barreiras nas gargantas com o mesmo objetivo.

“Atuaremos na mata para tentar reter essas cinzas e utilizaremos barreiras para evitar também o arrastamento de material”, destacou a secretária.

Por sua vez, o presidente da Câmara Municipal de Cáceres destacou a colaboração entre as diferentes administrações para dar resposta aos “problemas graves” e agradeceu à secretária estadual e à sua equipe pela “sensibilidade que sempre demonstram quando há qualquer questão que afete os cidadãos”.

No caso da Câmara Municipal, ela é a autoridade competente, por meio da MásMedio, pelo abastecimento de água potável aos municípios a partir do reservatório, passando pelo tratamento e, posteriormente, pela distribuição a todos os núcleos urbanos.

Em Las Hurdes, há “bem menos problemas do que no ano passado em Jarilla e no Jerte”, já que eles se concentram principalmente em Pinofranqueado, especialmente, e também em Nuñomoral.

Acima de tudo, estão afetadas as áreas das aldeias de Avellanar e Horcajo, onde, além de contarem com tanques “há algum tempo”, as próprias prefeituras estão instalando tubulações para resolver o problema “de forma imediata”. Dessa forma, na reunião desta sexta-feira será analisado como ajudar as prefeituras a “concluir esse trabalho”.

Por outro lado, em Nuñomoral, mais especificamente nas aldeias de Martilandrán e em El Gasco, também há cisternas, e está sendo estudado “de que maneira definitiva” elas podem ser removidas “para que haja abastecimento de água pela MásMedio”.

AÇÕES NA REGIÃO DE LA VERA

Na reunião também será analisada a situação na região de La Vera, para onde a Câmara Provincial de Cáceres enviou vários caminhões-cisterna para garantir o abastecimento de água potável aos municípios de Viandar, Robledillo e Losar, depois que as últimas chuvas arrastaram as cinzas causadas por um grave incêndio ocorrido na primavera passada.

As cinzas entraram nos reservatórios e contaminaram todo o sistema de distribuição para os municípios, que foram pegos de surpresa pelo arrastamento causado pelas chuvas dos últimos dias.

“Trata-se, neste caso, de um problema desses três municípios, que não agiram com a devida diligência”, afirmou o presidente da Câmara Provincial, Miguel Ángel Morales, já que, se os sistemas tivessem sido fechados, as cinzas arrastadas pela água teriam ido para as gargantas e, enquanto isso, por meio de tanques ou com as reservas dos reservatórios, “não teria havido nenhum problema”.

Segundo a secretária estadual, esses municípios foram “pegos de surpresa” pelo arrastamento ocorrido vários meses após um incêndio que devastou cerca de mil hectares entre o final de março e o início de abril.

Mas foi só agora, com as primeiras chuvas fortes, que surgiu o “problema”, já que “bastante cinza” entrou nesses três municípios, indicou, por sua vez, Morales. As respectivas prefeituras entraram em contato com a Câmara Provincial, que é a entidade responsável pela distribuição de água nos municípios.

A Câmara Provincial enviou tanques de água para esses municípios a fim de garantir que os moradores tenham acesso à água potável enquanto os filtros, reservatórios e tubulações são limpos, já que “não se tomou a precaução, quando essas chuvas fortes chegaram, de fechar a entrada dos reservatórios”, o que fez com que “toda a cinza entrasse”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado