Europa Press/Contacto/Yin Bogu
MADRID 22 maio (EUROPA PRESS) -
A Comissão de Anistia do Ministério dos Direitos Humanos do governo brasileiro concordou por unanimidade em reconhecer a ex-presidente Dilma Rousseff como vítima política durante a ditadura militar que governou o país entre 1964 e 1985.
Dilma foi presa em 1970, aos 22 anos de idade, quando era membro de uma organização de oposição, e só foi libertada três anos depois. Durante sua prisão, a agora presidente do Banco BRICS foi torturada e, depois de libertada, continuou a ser perseguida por motivos políticos.
O relator do caso, Rodrigo Lentz, explicou que, além dos danos físicos e psicológicos sofridos, a formação acadêmica de Dilma foi interrompida e somente no final da ditadura ela pôde voltar a trabalhar normalmente.
Dilma apresentou seu pedido de anistia em 2022, mas o processo ficou parado enquanto ela ocupava o cargo no executivo. Em 2016, ela tentou novamente, mas em 2022, o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro negou seu pedido.
Esse reconhecimento traz consigo uma indenização de 100.000 reais (15.700 euros), além dos 72.000 reais (11.300 euros) que ela recebeu dos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul - locais onde foi torturada -, embora tenha renunciado a ela na época.
Em fevereiro de 2023, a Justiça reconheceu Dilma como vítima política durante a ditadura e determinou o pagamento de indenização, embora essa comissão do Ministério dos Direitos Humanos seja o órgão oficial do Estado brasileiro responsável pelas políticas públicas de reparação.
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