Europa Press/Contacto/Camilo Moreno
MADRID 3 ago. (EUROPA PRESS) -
O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, criticou duramente neste domingo as ações anunciadas pelo Pacto Histórico, partido de esquerda ao qual pertence o presidente cessante, Gustavo Petro, com vistas ao próximo dia 7 de agosto, data em que ocorrerá sua posse presidencial na cidade de Cali.
“Essa tal desobediência civil não passa de um eufemismo para tentar desestabilizar a democracia, e eu não vou permitir isso”, advertiu o político de extrema direita em uma intervenção ao vivo transmitida nas redes sociais.
Foi assim que De la Espriella se pronunciou sobre os atos anunciados pelo Pacto Histórico para essa data, na qual o ex-candidato à presidência por esse partido, Iván Cepeda, insistiu na véspera que não haverá “mobilizações nem marchas”, mas sim três “concentrações” em três cidades do país: Cali, Bogotá e Barranquilla.
“A oposição que exercemos e vamos exercer nestes anos, embora seja totalmente enfática, radical e coerente com nossos princípios, também será pacífica, não violenta, organizada e responsável, para que ocorra em condições de democracia”, afirmou Cepeda, ressaltando que o Pacto Histórico “atua na democracia” e não “fora dos limites da Constituição e da lei”.
No entanto, o novo chefe do Executivo colombiano criticou o fato de que “pela primeira vez, um presidente que está deixando o cargo e seu candidato derrotado, além da bancada do presidente que está deixando o cargo no Congresso, que é bastante numerosa, depois de todos eles terem recorrido a todas as formas de luta, optaram, sem qualquer motivo, por não reconhecer a vitória da democracia nas urnas e declarar uma suposta desobediência civil” ao governo que ele representa.
Nesse sentido, De la Espriella pediu que não se “normalize” o fato de que “aqueles que participaram do processo democrático, mesmo combinando todas as formas de luta e tendo perdido, estejam preparando a desestabilização do país”. Por isso, ele ameaçou que fará com que “seja respeitado, com a força da Constituição e da lei, o que os colombianos decidiram, que foi me eleger”. “O apelo a toda a nação é para que não continuemos normalizando o que é errado, ilegal e distorcido”, afirmou ele.
Vale lembrar que, anteriormente, o Pacto Histórico já havia anunciado que não comparecerá à cerimônia de posse, seguindo assim os passos do senador e ex-candidato à presidência, Iván Cepeda.
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