Publicado 30/06/2026 06:08

De la Espriella e Petro entram em confronto sobre o legado que o novo presidente receberá ao assumir a liderança da Colômbia

27 de junho de 2026, Ipiales, Nariño, Colômbia: O presidente eleito da Colômbia, Abelardo De la Espriella, visita o Santuário de Las Lajas para agradecer à Nossa Senhora de Las Lajas após sua vitória nas eleições presidenciais de 2026, em Ipiales, Nariño,
Europa Press/Contacto/Camilo Erasso

MADRID 30 jun. (EUROPA PRESS) -

O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, e o presidente cessante, Gustavo Petro, protagonizaram um novo desentendimento nesta terça-feira por causa do legado que o novo mandatário receberá ao assumir a presidência da Colômbia, após as críticas do novo líder, que afirmou que o país sai de quatro anos “de escuridão e incerteza” e garantiu que Petro deixa uma economia “sob pressão”.

“Recebemos um país com sérios problemas acumulados, mas também com uma oportunidade. A noite terrível está chegando ao fim. A democracia se manifestou nas urnas e decidiu que a Colômbia volta a ter autoridade, ordem e esperança”, destacou o líder de extrema direita em sua primeira intervenção como presidente eleito, em um vídeo divulgado nas redes sociais.

“A Colômbia está recuperando seu lugar no concerto das nações e, após quatro anos de escuridão e incerteza, a confiança em nossa democracia volta a florescer”, declarou, depois de ressaltar que seu objetivo é corrigir o rumo do país após um legado “desastroso” que ele atribui a Petro.

Nesse discurso, De la Espriella afirmou que a situação econômica que recebe das mãos de Petro “é grave”. “Não vamos esconder isso. Temos uma economia sob pressão”, enfatizou, após denunciar a alta inflação e o aumento da dívida pública a “níveis históricos”.

De qualquer forma, o líder eleito contrastou esses números com os sinais positivos que, segundo ele, os mercados internacionais estão dando após sua eleição. “O mundo acredita em um governo que vai colocar ordem na casa, ordem fiscal e recuperar a credibilidade do Estado colombiano, que havia sido perdida durante os quatro anos deste desgoverno que já está quase no fim”, destacou, ressaltando que o presidente cessante deixa “um desastre”.

No que diz respeito à segurança, ele denunciou uma suposta conivência do Executivo de Petro com redes criminosas, após destacar que gravações divulgadas pela mídia indicam que “entregaram territórios aos bandidos de forma criminosa”. Dessa forma, ele aprofundou as recentes informações sobre as supostas irregularidades de altos funcionários do atual governo ligadas aos diálogos de paz com o Clã do Golfo.

Da mesma forma, De la Espriella sinalizou que deseja restabelecer uma relação “harmônica”, “respeitosa” e “construtiva” com o Poder Judiciário, após criticar “anos de tensões entre o Executivo e a Justiça”. Assim, ele estabeleceu como objetivo melhorar a colaboração entre todos os poderes públicos, em críticas veladas à era de Petro.

Outro legado que coloca a população colombiana em “risco de racionamento” é a crise energética que, segundo ele denunciou, a Colômbia enfrenta. “Meu governo trabalhará para garantir o cumprimento de suas obrigações. Espero que tomem nota e que, todos juntos, evitemos, como deve ser, um possível racionamento”, afirmou.

RESPOSTA DE PETRO

Pouco depois, o próprio Petro se manifestou para responder à mensagem pessimista de De la Espriella e para se orgulhar de sua gestão nos últimos quatro anos à frente do Executivo colombiano. “Será que é algo grave encontrar o país com cinco milhões a menos de pobres e dois milhões a menos de pessoas em extrema pobreza?”, questionou-se em uma mensagem nas redes sociais.

O ainda presidente da Colômbia destacou que o legado é “um país com reforma agrária, em processo de industrialização e com muita justiça social”. Dessa forma, ele ressaltou que De la Espriella “assumirá o poder com um povo melhor do que aquele que eu lhe entreguei”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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