Andres Moreno / Xinhua News / Europa Press / Conta
MADRID 15 ago. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Colômbia, Abelardo De la Espriella, solicitou neste sábado, em conversa telefônica, ao seu homólogo norte-americano, Donald Trump, que suspenda “temporariamente” as tarifas que oneram o país latino-americano, a fim de facilitar a recuperação após o terremoto desta semana, que já deixou quase 300 mortos.
Em uma conversa de dez minutos “amigável e cordial”, De la Espriella explicou a Trump que o país enfrenta um “enorme desafio” de reconstrução, agravado pelo fato de que, mesmo antes do terremoto em Chocó, já passava por uma situação econômica “difícil e apocalíptica”, pela qual culpou seu antecessor, Gustavo Petro.
Por isso, De la Espriella pediu a Trump que considerasse “a suspensão temporária das altas tarifas que afetam os produtos colombianos, com o objetivo de aliviar os empresários, que estão enfrentando momentos muito difíceis devido aos efeitos do terremoto”.
Trump anunciou em julho um novo pacote de tarifas para importações provenientes de dezenas de países, entre eles a Colômbia, após denunciar a passividade das autoridades em reduzir o trabalho forçado, em uma decisão que estabelecia uma tarifa de 12,5% para os produtos colombianos que entrassem no mercado norte-americano.
Antes do terremoto, o novo governo colombiano estava preparando um decreto contra a exploração trabalhista e a escravidão, com a intenção de que o governo norte-americano revertesse sua decisão.
De la Espriella aproveitou a ocasião para agradecer a Trump pela ajuda econômica e pelo apoio das equipes de resgate americanas que trabalham no país. “O presidente Trump também expressou suas condolências pelas vítimas do terremoto e sua solidariedade às famílias colombianas afetadas”, explicou o presidente.
“Hoje, mais do que nunca, a aliança entre a Colômbia e os Estados Unidos é fundamental para a reconstrução de nossa amada nação”, concluiu De la Espriella, que nesta tarde também conversou sobre a situação atual com o outro grande aliado de seu governo, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático