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MADRID 2 set. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, fez um apelo aos prefeitos e às entidades regionais para que combatam o crime, enfatizando que “não se acostumem a conviver com os problemas”, em consonância com sua postura firme em matéria de segurança, pela qual reiterou sua recusa ao diálogo com grupos criminosos.
“Para alcançar a paz, não vou dialogar com o terrorismo, estou enfrentando-o com toda a capacidade do Estado, dentro dos limites da Constituição e da lei e sob a proteção do Estado de Direito, até derrotar o crime em todas as suas formas”, enfatizou em um evento em Cúcuta, região na qual as autoridades colombianas intensificaram suas ações.
De la Espriella destacou que a Colômbia, nos últimos quatro anos — em referência ao mandato de Gustavo Petro —, “foi governada por um governo complacente com o terrorismo” e, em sua opinião, essa experiência “mostra que a normalização do crime é impossível”.
Dessa forma, ele afirmou que seu compromisso é “devolver a segurança à pátria, pela razão ou pela força”. “Tenho a determinação, o entusiasmo, o caráter e a autoridade para fazê-lo. Conto com uma força pública vigorosa e com os meios necessários para derrotar o crime”, acrescentou, indicando que confia em contar com os prefeitos municipais e distritais como aliados.
O novo presidente colombiano, que ainda não completou um mês no cargo, afirmou que espera poder deixar uma Colômbia “transformada em um refúgio de paz”, “onde as famílias possam viver sem medo e onde a autoridade legítima do Estado esteja presente em cada canto”.
Na mesma linha, o ministro da Defesa colombiano, o general Jorge Mora, ressaltou que “não se negocia o medo com os terroristas nem se cede terreno a eles”. “Enfrentamo-los com toda a capacidade legítima do Estado”, enfatizou após a ofensiva anunciada em resposta ao ataque do ELN com carro-bomba em Cúcuta, que resultou em um morto e onze feridos.
“O que aconteceu em Cúcuta demonstra que a reação oportuna de nossas Forças de Segurança pode fazer a diferença entre uma ameaça e uma tragédia”, disse ele, defendendo a operação pela qual Bogotá afirma ter frustrado outro possível ataque com carro-bomba.
Mora alertou que a Colômbia “não se ajoelha diante do terrorismo”. “A segurança dos cidadãos está em primeiro lugar, e aqueles que a ameaçam devem responder perante a justiça”, destacou.
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