Publicado 24/08/2026 00:53

De la Espriella ordena uma operação para desmantelar uma suposta rede criminosa de roubo de combustível

Archivo - Arquivo - 27 de junho de 2026, Ipiales, Nariño, Colômbia: O presidente eleito da Colômbia, Abelardo De la Espriella, visita o Santuário de Las Lajas para agradecer à Nossa Senhora de Las Lajas após sua vitória nas eleições presidenciais de 2026,
Europa Press/Contacto/Camilo Erasso - Arquivo

MADRID 24 ago. (EUROPA PRESS) -

O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, solicitou neste domingo uma operação conjunta das forças de segurança, o Ministério Público e a petrolífera estatal Ecopetrol, com o objetivo de desmantelar uma suposta rede criminosa que estaria roubando “cerca de 123.700 barris” de combustível “a cada mês”.

“A cada mês, estariam sendo roubados cerca de 123.700 barris de produtos refinados — gasolina, diesel e nafta —, importados ou produzidos pela Ecopetrol”, afirmou o presidente em uma mensagem nas redes sociais, na qual classificou como “absolutamente alarmante” a informação que disse ter recebido sobre o referido roubo.

Os atos criminosos aos quais o líder se refere estariam ocorrendo, conforme ele especificou, “apenas em um poliduto de 14 polegadas que liga Pozos Colorados, na (cidade caribenha de) Santa Marta, ao interior do país”, e as perdas se concentram nos departamentos de Cesar e Magdalena, no nordeste do país.

“Se esse ritmo se mantiver, estaríamos falando de mais de 1,5 milhão de barris por ano, com perdas superiores a 500 bilhões de pesos (cerca de 139 milhões de euros) para a Ecopetrol e, portanto, para a Nação”, alertou.

Para agravar a situação, o chefe do Executivo colombiano acrescentou que os combustíveis roubados “são utilizados como insumos no processamento ilícito de cocaína”, na medida em que “os criminosos estariam utilizando as chamadas ‘caravanas da morte’ para carregar, transportar e escoltar o combustível roubado, chegando a mobilizar até 600 veículos, muitos deles com destino à (conflituosa região do) Catatumbo”.

Paralelamente, o líder de extrema direita alertou para a situação “crítica” que se vive em relação à “apropriação ilegal de petróleo bruto em diferentes regiões do país”. “Temos antecedentes gravíssimos, como o Oleoduto Trasandino e a situação do Caño Limón-Coveñas no Catatumbo, onde a ação criminosa afetou severamente a operação”.

Por tudo isso, ressaltando que “isso tem que acabar”, De la Espriella ordenou uma operação conjunta das Forças Armadas e da Polícia Nacional, coordenada com a Ecopetrol, o Ministério Público e as demais autoridades competentes para “combater de forma integral essa economia criminosa”.

“Não quero que persigamos apenas quem perfura o duto. É preciso desmantelar toda a cadeia: quem financia, quem rouba, quem armazena, quem transporta, quem escolta, quem compra e quem comercializa; e, especialmente, determinar qual quantidade acaba nas estruturas do narcotráfico e quem são seus destinatários finais”, esclareceu o presidente.

A operação, conforme ordenado pelo presidente colombiano, será coordenada pessoalmente pelo ministro da Defesa da Colômbia, o general Jorge Mora, que adiantou que seus esforços não se concentrarão apenas naqueles que perfuram os dutos, mas também integrarão inteligência, controle territorial, investigação criminal e monitoramento financeiro para “identificar e desmantelar toda a cadeia de financiadores, extraidores, transportadores, depósitos, redes de proteção, compradores e destinatários finais”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado