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MADRID 8 ago. (EUROPA PRESS) -
O governo da Colômbia ordenou a transferência de 117 presos considerados de alto perfil e ligados a diversos processos de negociação de paz para centros penitenciários de alta segurança localizados em diferentes regiões do país, em uma das primeiras medidas adotadas pelo novo presidente, Abelardo de la Espriella, para reforçar o controle das prisões.
O Instituto Nacional Penitenciário e Carcerário (INPEC) executou as transferências por ordem direta do presidente, conforme informou a Assessoria de Imprensa da Presidência colombiana em um comunicado divulgado nas redes sociais.
Especificamente, os detentos foram redistribuídos em estabelecimentos penitenciários localizados em Bogotá, Medellín, Girón, Valledupar, La Dorada, Palmira, Ibagué e El Barne, de acordo com o comunicado oficial.
O Executivo destacou que o objetivo da operação é reforçar a segurança dos centros penitenciários e impedir que organizações criminosas possam utilizar as prisões para manter suas estruturas operacionais, transmitir ordens ou coordenar atividades criminosas a partir de dentro.
A Presidência apresentou a medida como parte de uma estratégia destinada a recuperar o controle permanente das prisões e garantir o cumprimento das decisões judiciais.
“Esta é uma das primeiras decisões adotadas pelo Governo Nacional para recuperar o controle permanente das prisões, garantir o cumprimento rigoroso da lei e assegurar a execução efetiva das ordens judiciais”, destaca o comunicado.
O governo de De la Espriella garantiu que a política penitenciária de seu governo será desenvolvida “dentro do marco constitucional” e com o objetivo de reforçar a autoridade do Estado nas prisões.
O novo Executivo colombiano também lançou uma advertência às organizações criminosas contra qualquer tentativa de manter estruturas dentro dos centros penitenciários e garantiu que “aqueles que pretenderem utilizar as prisões como centros de operações criminosas estarão sujeitos a todo o peso da lei”.
Esse anúncio ocorre poucas horas após a cerimônia de posse de De la Espriella como novo presidente da Colômbia e se insere no âmbito da nova política de segurança do governo colombiano, que colocou entre suas prioridades o fortalecimento das instituições penitenciárias e a redução da capacidade de ação das organizações criminosas a partir das prisões.
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