Europa Press/Contacto/Luisa Borja Luna
MADRID 27 ago. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, ordenou nesta quarta-feira a extradição para os Estados Unidos de cinco membros de grupos armados que atuaram como negociadores de paz durante as negociações promovidas por seu antecessor na Casa de Nariño, Gustavo Petro.
“Ordenei que se efetivasse a entrega e a extradição para os Estados Unidos de cinco cidadãos, cujas extradições já haviam sido concedidas pelo Governo Nacional em 2025, mas cuja entrega permanecia suspensa devido à participação dessas pessoas como representantes em diversos processos, mesas ou fóruns de diálogo conduzidos pelo governo anterior”, anunciou o presidente em coletiva de imprensa.
Trata-se de Geovany Andrés Rojas, conhecido como “Araña”, líder da dissidência “Comandos da Fronteira”, que foi detido em plena rodada de negociações com o governo de Petro por participar do envio de cocaína para os Estados Unidos; Willinton Henao Gutiérrez, conhecido como “El Mocho Olmedo”, que era o segundo no comando da Frente 33 das dissidências das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), e Carmen Evelio Castillo Carrillo, conhecido como “Muñeca”, líder do grupo paramilitar Autodefensas Conquistadores da Sierra Nevada. Todos eles já estão detidos.
Da mesma forma, o representante da extrema direita informou que “assim que forem localizados e capturados”, também serão extraditados Gabriel Yepes Mejía, conhecido como ‘HH’, que foi líder dos Comuneros del Sur — dissidência da guerrilha do Exército de Libertação Nacional da Colômbia (ELN) —, bem como Fredy Castillo Carrillo, conhecido como “Pinocho”, também das forças paramilitares Autodefensas Conquistadores da Sierra Nevada.
“Desde o primeiro dia fui claro: a paz não pode ser refúgio para criminosos nem mecanismo de impunidade”, ressaltou o líder, acrescentando que “acabaram-se os privilégios disfarçados de paz” e que “quem quiser ingressar na legalidade deverá demonstrá-lo com atos e submeter-se à Justiça”.
Na véspera, o presidente anunciou a assinatura de cerca de trinta acordos de extradição ao longo de seus primeiros 16 dias à frente do Executivo central do país, como parte, destacou ele na ocasião, da luta contra o crime organizado e transnacional.
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