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MADRID 22 jun. (EUROPA PRESS) -
O vencedor do segundo turno das eleições presidenciais da Colômbia, segundo os resultados da contagem preliminar, Abelardo de la Espriella, afirmou neste domingo que, durante seu futuro governo, caso os resultados sejam confirmados, “não haverá perseguições” contra quem pensa diferente, ao mesmo tempo em que se dirigiu ao seu adversário nas urnas, o esquerdista Iván Cepeda, para exortá-lo a não “semear o terror”.
“Ele terá todas as garantias para exercer a oposição, desde que seja dentro dos limites constitucionais e legais. Mas deixo bem claro: nem pense em incitar a violência. Abstenha-se de semear o terror”, retrucou o político de extrema direita em um discurso na cidade de Barranquilla, no qual exortou Cepeda a “não se enganar”, pois, segundo ele, “você já sabe como o tigre morde forte”.
De acordo com os resultados da apuração preliminar, o vencedor dessas eleições é a chapa do movimento Defensores da Pátria, com 49,66% dos votos contra os 48,7% obtidos por Cepeda, conforme a apuração preliminar, que já abrange 99,99% das seções eleitorais apuradas.
Durante seu discurso diante de uma grande multidão reunida em Barranquilla, De la Espriella dirigiu-se à população com frases como “Colômbia, aqui está o seu tigre”, “Colômbia, aqui está o seu presidente” ou “hoje, mais do que nunca, estou firme pela pátria”, após o que afirmou que “esta vitória não pertence a um homem, a um partido ou a uma região”, mas “à Colômbia inteira”.
Em seguida, ele reiterou sua intenção de governar “para todos os colombianos”, tenham votado nele ou não, argumentando que, durante seu mandato, “não haverá retaliações nem perseguições”, pois, segundo ele, “na democracia não existem inimigos irreconciliáveis”, mas sim “compatriotas que pensam de forma diferente, mas que têm exatamente os mesmos direitos”.
“Esta é a noite que marca o início de uma nova história para a nação, a noite em que começa uma nova era, uma mudança de ordem: a pátria milagrosa”, comemorou ele, acrescentando que, durante o mandato que terá início em breve, “o Congresso da República poderá legislar sem pressões por parte do Governo”, bem como que “os governadores e prefeitos poderão conduzir os destinos de seus territórios, tendo o Governo nacional como aliado”.
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