CAMPAÑA DE DE LA ESPRIELLA - Arquivo
MADRID, 14 jul. (EUROPA PRESS) -
O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, anunciou a extinção de várias secretarias e agências da Presidência para evitar a “duplicação de funções e o desperdício” e extinguiu o cargo de comissário da paz, que passará a se chamar comissário de segurança.
Para isso, ele espera “transferir as competências dessas agências para ministérios e entidades com mandato legal, fortalecendo assim a prestação de contas e reduzindo a burocracia”. “Isso permitirá reduzir 229 cargos de entrada”, destacou ele em um vídeo divulgado nas redes sociais.
Dessa forma, o presidente colombiano espera economizar cerca de 10 bilhões de pesos por ano (cerca de 2,7 milhões de euros), dinheiro que pretende utilizar para financiar “programas que beneficiem diretamente os colombianos”. “Temos que garantir um Estado mais transparente e próximo das regiões, como deve ser”, destacou.
“Vou transformar a estrutura da Presidência em um centro de coordenação executiva, com uma equipe sem gravatas e sem cargos destinados a pagar favores políticos ou cotas burocráticas. Agora será uma estrutura austera, eficiente e voltada para resultados”, esclareceu.
Nesse sentido, ele informou sobre a nomeação de María Nohemí Arboleda como ministra de Minas e Energia, ao mesmo tempo em que explicou que está prevista uma visita de representantes do Banco Mundial para “elaborar um pacote de cooperação e investimento”, e reiterou sua intenção de assumir o poder “a partir de um quartel militar para prestar uma homenagem solene aos heróis da pátria e aos militares que protegem a pátria”.
O presidente eleito deu, assim, a ordem ao que será o comissário de segurança e ministro da Defesa, Jorge Eduardo Mora, e ao de Justiça, Iván Cancino, de “desmantelar imediatamente toda a impunidade que se refugia na ilusão de uma falsa paz”.
Além disso, questionou a Jurisdição Especial para a Paz (JEP) pela permissão concedida no final de junho a Rodrigo Londoño, conhecido como “Timochenko”, para que viajasse para a Espanha, apesar de, apenas alguns dias antes, ter ratificado a sentença contra ele como ex-líder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).
“Antes mesmo de assumirmos oficialmente a Presidência, já estamos trabalhando incansavelmente para recuperar o rumo da Colômbia. Com ações, não com discursos: fortalecemos as relações internacionais, tomamos decisões para recuperar a confiança na economia e no setor energético e transformamos o Estado para torná-lo mais austero e eficiente”, declarou.
Além disso, ele afirmou estar abrindo “as portas para a meritocracia com o Banco Nacional de Talentos, para que o serviço público esteja ao alcance daqueles que têm a capacidade, a experiência e a vocação de servir ao país”, destacou.
Por fim, ele ressaltou que “cada decisão tem um único objetivo: devolver aos colombianos a segurança, a confiança, o desenvolvimento e a esperança”.
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