Sebastian Barros / Zuma Press / Europa Press
MADRID 10 set. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, elevou para 70 o número de extradições assinadas ao longo de seus primeiros 32 dias à frente do governo do país, após o que advertiu que o território colombiano “não será refúgio para criminosos” nem espaço de “impunidade”.
“Com as assinadas hoje, completamos 70 extradições em apenas 32 dias de mandato”, destacou o presidente em uma mensagem nas redes sociais, na qual afirmou que uma de suas “partes favoritas da gestão do governo” é a assinatura “implacável” de extradições.
Em seguida, o líder de extrema direita mostrou-se “determinado a levar ao máximo nível todos os mecanismos de cooperação internacional” com o objetivo de combater o crime organizado, o tráfico de drogas e o terrorismo, “sem hesitação e com absoluto respeito à lei”.
“Estamos enfrentando o problema de frente, agindo conforme a lei e deixando uma mensagem inequívoca: a Colômbia não será refúgio para criminosos nem território de impunidade”, destacou De la Espriella.
Sobre essa questão, também se pronunciou à imprensa o ministro da Justiça da Colômbia, Iván Cancino, que, ao afirmar não poder revelar nomes das pessoas que serão alvo de extradição na esteira dessas últimas assinaturas, esclareceu que essa questão é “um assunto do dia a dia, sem interrupção”, e conduzido em colaboração com a Suprema Corte de Justiça e com todos os estados requerentes, dentro do marco constitucional geral.
Vale lembrar que, entre as extradições ordenadas neste período pelo chefe do Executivo latino-americano, destacam-se, entre outras, a decidida no final do mês de agosto passado contra cinco membros de grupos armados que atuaram como negociadores de paz durante os diálogos promovidos por seu antecessor na Casa de Nariño, Gustavo Petro.
“Ordenei que se efetivasse a entrega e a extradição para os Estados Unidos de cinco cidadãos, cujas extradições já haviam sido concedidas pelo Governo Nacional em 2025, mas cuja entrega permanecia suspensa devido à participação dessas pessoas como representantes em diversos processos, mesas ou fóruns de diálogo conduzidos pelo governo anterior”, anunciou ele na ocasião, em uma coletiva de imprensa.
Especificamente, trata-se de Geovany Andrés Rojas, conhecido como “Araña”, líder da dissidência “Comandos da Fronteira”, que foi detido em plena rodada de negociações com o Executivo de Petro por participar do envio de cocaína para os Estados Unidos; Willinton Henao Gutiérrez, conhecido como “El Mocho Olmedo”, que era o segundo no comando da Frente 33 das dissidências das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), e Carmen Evelio Castillo Carrillo, conhecido como “Muñeca”, líder do grupo paramilitar “Autodefensas Conquistadores da Sierra Nevada”, todos eles já detidos.
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