Publicado 02/07/2026 03:07

De la Espriella define o combate à corrupção e a reformulação do Estado como diretrizes para o novo governo

27 de junho de 2026, Ipiales, Nariño, Colômbia: O presidente eleito da Colômbia, Abelardo De la Espriella, visita o Santuário de Las Lajas para agradecer à Nossa Senhora de Las Lajas após sua vitória nas eleições presidenciais de 2026, em Ipiales, Nariño,
Europa Press/Contacto/Camilo Erasso

MADRID 2 jul. (EUROPA PRESS) -

O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, definiu os quatro objetivos que orientarão o processo de transição de seu governo, entre os quais se destacam o combate à corrupção, a “reestruturação do Estado a serviço dos colombianos” e a “reconstrução” das “narrativas da pátria”.

Ele fez isso em um comunicado divulgado por seu movimento, Defensores da Pátria, no qual identificou como o “mais urgente” dos quatro eixos o de “combater” os “focos” de corrupção, algo que, segundo ele, não vai “aceitar” dentro de seu governo.

“Serei o primeiro a defender os recursos públicos e qualquer pessoa envolvida em um ato de corrupção, mesmo que seja alguém próximo, receberá todo o peso da lei. Aqui ninguém tem coroa”, advertiu o presidente, cujo comunicado especifica que a transição “tem a missão de identificar e denunciar, sem medo, sem rodeios e com determinação, todos os focos de corrupção do governo cessante”.

O segundo objetivo será a “reconstrução das narrativas e das agendas da pátria”, algo que De la Espriella definiu como uma “revolução política” e uma “contrarrevolução cultural” em prol de, segundo indicou o movimento, “restabelecer a ordem das coisas e recuperar a narrativa que a esquerda radical subverteu”.

Como terceiro ponto, o ultradireitista estabeleceu a “estabilização do serviço público”, que, em sua opinião, “hoje” se encontra “em profunda crise”. Com isso, segundo os Defensores da Pátria, busca-se “garantir” que o Estado “volte a funcionar com eficiência e a serviço dos colombianos”.

O quarto objetivo diz respeito à “reestruturação do Estado” colombiano, a fim de “transformá-lo” em uma estrutura “funcional, ágil e eficaz na solução dos problemas reais do povo”, na medida em que, segundo ele, seu Executivo “não será um governo para poucos nem para os grupos de poder”, mas “do povo e para o povo colombiano”.

Na véspera, De la Espriella anunciou como ministro da Fazenda Miguel Gómez Martínez, economista que ocupou o cargo de embaixador da Colômbia na França durante o primeiro governo do ex-presidente Álvaro Uribe (2002-2006).

“Gómez Martínez representa aqueles que nunca desistiram, aquele que nunca se rendeu diante da crise, nunca se intimidou diante dos grandes desafios e nunca deixou de dizer a verdade”, defendeu o movimento em relação a quem também foi congressista pelo Partido da U (Partido da União pelo Povo) e presidente do Banco de Comércio Exterior da Colômbia (Bancoldex).

A “missão” que De la Espriella atribuiu a Gómez Martínez tem a ver com “recuperar a confiança institucional, defender o dinheiro dos colombianos trabalhadores e colocar as finanças públicas em ordem com transparência, disciplina e responsabilidade”.

“O presidente cumpre com seu gabinete e traz para seu governo os melhores; por isso, na Pátria Milagro não haverá mais mentiras, mais desordem, mais desperdício nem mais mentalidade limitada. A Colômbia entra em uma nova era de confiança, prosperidade e respeito por cada peso dos cidadãos”, concluiu o movimento Defensores da Pátria em um comunicado relacionado ao anúncio do novo ministro.

Conforme confirmado pelo ministro da Fazenda da Colômbia, Germán Ávila, que atua como representante nas funções presidenciais e coordenador da transição, o Executivo cessante está comprometido em garantir uma transição “ordenada, transparente e respeitosa”.

“Recebi a comunicação pela qual o presidente eleito da República expressa sua vontade de iniciar o processo de transição entre o governo nacional em exercício e o governo que assumirá suas funções no próximo dia 7 de agosto”, afirmou Ávila nesta mesma semana em uma carta divulgada em comunicado à imprensa pela Presidência colombiana.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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