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MADRID, 27 jul. (EUROPA PRESS) -
O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, anunciou neste domingo que sua posse ocorrerá na cidade de Cali e não em Popayán, uma vez que há restrições no aeroporto daquela cidade devido à atividade vulcânica do Puracé, que aumentou suas emissões de cinzas nos últimos dias.
“Inicialmente, eu havia planejado realizá-la em Popayán (...) No entanto, as condições climáticas decorrentes da atividade vulcânica no sudoeste do país e os impactos que a queda dessa cinza pode causar nas operações aéreas e na logística do evento me obrigam a tomar uma decisão responsável”, explicou o futuro chefe de Estado colombiano em um discurso nas redes sociais.
Argumentando que essa decisão lhe permitirá “garantir as condições necessárias” para que haja uma cerimônia de posse “segura, organizada e à altura do significado que representa para a Colômbia”, De la Espriella solicitou à Câmara dos Deputados que convoque a sessão plenária para sua posse, prevista para o próximo dia 7 de agosto, na cidade de Cali.
Na mesma intervenção, o novo presidente anunciou que transferirá a sede permanente da Presidência para o Palácio de San Carlos, em Bogotá, local onde atualmente fica o Ministério das Relações Exteriores do país. Dessa forma, acrescentou, a Casa de Nariño passará a ser um “museu aberto”.
“Não vou exercer minhas funções a partir da Casa de Nariño, mas irei para Bogotá”, explicou De la Espriella, acrescentando ter dado instruções à sua ministra da Cultura, Paola Holguín, para que “a Casa de Nariño se torne um museu aberto ao público”.
Nesse sentido, o futuro chefe de Estado manifestou sua intenção de que a Presidência também tenha “sedes alternativas” nas cidades de Medellín e Cali, uma vez que, segundo ele, “a Colômbia se constrói a partir de suas regiões”.
Com foco na capital colombiana, De la Espriella informou que tomou a decisão de nomear um “gerente especial” para Bogotá, cuja função será “dar continuidade a todas as questões pendentes que o nefasto governo deixou sem resolver e que, graças a Deus, já está quase indo embora”.
“Vou formar uma equipe especial sob a liderança de um gerente especial para colocar em dia todas as verbas que Bogotá não recebeu do governo federal”, afirmou, prometendo que sua administração “vai resolver todos os problemas pendentes” da cidade, sendo a “segurança” a prioridade, seguida pelo “transporte coletivo e a mobilidade”.
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