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MADRID 25 ago. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, anunciou nesta terça-feira que será oferecida a proteção necessária à ex-candidata do Pacto Histórico, Naylea Barros, que foi vítima de um tiroteio nesta segunda-feira na cidade de Santa Marta, no norte do país.
“Acabei de falar com o comandante da Polícia de Santa Marta para solicitar uma investigação minuciosa que permita esclarecer o que aconteceu com Naylea Barros, ex-candidata à Câmara pelo Pacto Histórico”, afirmou o líder colombiano em uma mensagem nas redes sociais a respeito do atentado sofrido pela política do partido do ex-presidente Gustavo Petro.
Nesse sentido, ele adiantou que tomará “as medidas cabíveis” de acordo com os relatórios que receber, mas, como primeira medida, “será providenciada a proteção necessária” a Barros “enquanto as circunstâncias do caso forem esclarecidas”.
“O governo agirá com responsabilidade, sem antecipar conclusões, verificando os fatos e garantindo os direitos de todos, inclusive os da oposição, que terá plenas garantias na Era do Tigre”, afirmou De la Espriella, conhecido pelo apelido de ‘o tigre’.
TIROTEIO CONTRA O CARRO DE UMA EX-CANDIDATA
Conforme denunciou a jornalista e ex-candidata nas eleições, seu carro particular foi alvo de um tiroteio enquanto circulava pela cidade de Santa Marta, episódio que não resultou em ferimentos.
Em um comunicado, ela relatou que o veículo foi atacado por desconhecidos que “dispararam várias vezes contra o carro”. “Os tiros atingiram o vidro traseiro esquerdo, logo atrás do assento onde eu estava alguns minutos antes, antes de deixar meus pais e mudar de lugar dentro do veículo”, acrescentou.
Barros afirma que esse fato “se soma a mais de três meses de ameaças, assédios e intimidações que também recaíram sobre pessoas próximas a mim”. Por isso, ele expressou sua rejeição categórica a “qualquer forma de violência” e exigiu uma investigação exaustiva desse atentado.
“Recuso-me a acreditar que este país tenha preferido o ódio à vida. A violência não pode ser usada para silenciar aqueles que pensam diferente. Continuarei exercendo meu trabalho jornalístico, político e social, pois defender a vida, a democracia e a dignidade não pode ser motivo de perseguição”, denunciou.
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