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MADRID, 21 jun. (EUROPA PRESS) -
O candidato presidencial colombiano de extrema direita, Abelardo de la Espriella, apelou à mobilização do eleitorado para que não “pecassem” por “excesso de confiança” no segundo turno das eleições que será realizado neste domingo, na qual ele enfrenta o candidato do governo e da esquerda, Iván Cepeda.
“Não podemos pecar por excesso de confiança. O jogo só acaba quando soa o apito final”, afirmou De la Espriella durante uma entrevista publicada na noite de sábado, apenas doze horas antes da abertura das urnas, prevista para as 8h.
O candidato fez essas declarações vestindo a camisa da seleção colombiana de futebol, coincidindo com a realização da Copa do Mundo. “Convido os colombianos a levarem a camisa da seleção colombiana às urnas”, apelou com sua habitual retórica nacionalista.
De la Espriella confia em conquistar a vitória com “cerca de treze milhões e meio, quatorze milhões de votos”. “Mais três milhões com as pessoas que não votaram e vão votar, e com a transferência de votos que ocorreu de outras candidaturas”, argumentou.
“Estou grato a Deus e à vida por me terem dado esta grande oportunidade (...). Estou tranquilo, mas concentrado. É preciso estar atento, estamos enfrentando uma máfia, uma quadrilha criminosa que está usando o orçamento do Estado para comprar consciências”, afirmou.
“Estamos enfrentando uma máfia radical de esquerda que se agarra ao poder. Não é por acaso que, nas regiões do país, quem está no comando são os ilegais. Isso é um plano. Dar poder aos bandidos”, acrescentou.
Além disso, ele rejeitou as acusações de que iria eliminar órgãos estatais. “Disseram que vou acabar até com o ninho da cadela, o que é falso”, garantiu ele, chegando a anunciar que não só não eliminará o subsídio para idosos, como também o aumentará para 400.000 pesos por mês (cerca de 100 euros).
O candidato de extrema direita criticou as “mentiras” da campanha. “Estamos enfrentando o mal em geral. Essas pessoas são realmente más”, afirmou, ao mesmo tempo em que apelou às Forças Armadas caso o presidente Gustavo Petro não reconheça o resultado da votação. “Essa Constituição que vamos honrar a partir do Governo estabelece claramente que, caso o Governo descumpra a ordem constitucional, o Exército deve intervir para restaurá-la”, destacou.
Ele relembrou, assim, o juramento militar, que não serve para “favorecer o regime que deseja permanecer no poder por meio de seu herdeiro”.
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