Sebastian Barros / Zuma Press / Europa Press
MADRID 13 set. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, anunciou nesta sexta-feira que abrirá mão de seu salário para doá-lo mensalmente a causas sociais, destinando seu primeiro salário à reconstrução de dois centros geriátricos afetados pelo recente terremoto ocorrido no dia 10 de agosto no departamento de Quindío, no oeste do país.
“Essa foi uma promessa sagrada que fiz durante a campanha e vou cumpri-la: não ficarei com meu salário presidencial. Todos os meses irei a uma região da Colômbia para entregá-lo pessoalmente a uma causa social ou beneficente que transforme vidas”, confirmou o presidente em uma publicação em suas redes sociais.
O presidente cumpriu sua “promessa sagrada” nos lares de idosos Santo Domingo Savio e Consentidos de Jesús durante uma visita às regiões afetadas. De acordo com o que foi publicado em suas redes sociais, apenas um dos lares recebeu cerca de 16.000.000 de pesos colombianos (quase 5.000 euros).
Durante a visita, De la Espriella enfatizou que a população idosa requer atenção prioritária por parte do Estado. Segundo o presidente, os idosos “dedicaram seus melhores anos à Colômbia” e, portanto, seu governo “responderá a eles com gratidão, dignidade e ações concretas”.
“Em um ato de gratidão e amor por aqueles que ajudaram a construir os alicerces desta pátria, doei a totalidade do meu primeiro salário básico como presidente, distribuindo-o entre essas famílias para apoiar nossos avós e dar início às obras prioritárias de que precisam com urgência”, esclareceu.
O plano apresentado pela Presidência prevê viagens mensais a diversos locais para entregar pessoalmente os recursos, embora não tenham sido especificados o cronograma das visitas nem os critérios de seleção dos projetos; tudo indica, porém, que será uma decisão pessoal do chefe de Estado.
Durante a campanha eleitoral, De la Espriella afirmou que “não aceitaria o salário”, acrescentando que o valor — estimado em 52.000.000 de pesos colombianos (cerca de 14.500 euros) — seria destinado a instituições de caridade.
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