Publicado 28/09/2026 00:15

Esposa e filha de “Fito”, líder da gangue equatoriana “Los Choneros”, foram presas na Colômbia

Prendidas a esposa e a filha de “Fito”, líder da gangue equatoriana “Los Choneros”
GOBIERNO DE ECUADOR

MADRID 28 set. (EUROPA PRESS) -

As autoridades colombianas prenderam, no departamento de Santander, a esposa e a filha de José Adolfo Macías Villamar, conhecido como “Fito”, líder da organização criminosa equatoriana “Los Choneros”, que foi extraditado para os Estados Unidos para ser julgado por tráfico de drogas e contrabando de armas. Ambas as mulheres, consideradas “alvos de alto valor” para o Equador, tinham mandados de prisão da Interpol por sua suposta ligação com a lavagem de dinheiro da quadrilha.

A prisão de Inda Mariela Peñarrieta e de sua filha Michelle Jamilet Macías ocorreu no município de Sabana de Torres, no âmbito da operação transnacional “Gran Fénix 059”, anunciou o Ministério do Interior do Equador. A operação contou com a coordenação da Polícia, das Forças Armadas e do Ministério Público da Colômbia, juntamente com a Polícia e o Centro Nacional de Inteligência (CNI) do Equador, além do apoio do FBI dos Estados Unidos. As autoridades vinham seguindo o rastro das detidas desde que elas foram expulsas da Argentina em janeiro de 2024.

De acordo com as investigações oficiais, as detidas supostamente administravam a estrutura financeira de “Los Choneros” por meio do uso de empresas de fachada para lavagem de dinheiro, crime pelo qual foram levadas a julgamento em março passado no chamado caso “Blanqueo Fito”. O ministro do Interior do Equador, John Reimberg, comemorou o sucesso da operação, alertando as quadrilhas criminosas de que “não importa onde se escondam”. Reimberg informou ainda que ambas as mulheres serão transferidas para a prisão de segurança máxima de La Roca.

O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, confirmou nas redes sociais que entregará as detidas à justiça do país vizinho, garantindo que o território colombiano “não será refúgio para as finanças do crime transnacional”.

Por sua vez, o presidente do Equador, Daniel Noboa, agradeceu a colaboração de seu homólogo, destacando os “resultados” do trabalho conjunto. “O dinheiro (da lavagem de dinheiro) compra armas, paga assassinos de aluguel e sustenta extorsões. É essa a estrutura com a qual aterrorizam as famílias equatorianas. Agora elas voltam ao Equador para responder perante o povo equatoriano”, afirmou Noboa.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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