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Embaixador dinamarquês pede respeito à integridade territorial de seu país
MADRID, 4 jan. (EUROPA PRESS) -
A esposa do conselheiro ultranacionalista da Casa Branca, Stephen Miller, provocou uma polêmica diplomática com a Dinamarca ao publicar em sua conta no X um mapa da Groenlândia, território que se tornou ambição do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com uma mensagem ameaçadora: "Em breve" e sob a bandeira americana.
Embora agora tenha ficado em segundo plano, Katie Miller desempenhou papéis de destaque durante o primeiro mandato de Trump, quando atuou como diretora de comunicações da vice-presidência e até mesmo como porta-voz do antigo Departamento de Eficiência Governamental, liderado pelo magnata Elon Musk.
A mensagem de Miller vem na esteira da operação dos EUA na Venezuela que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolas Maduro, que foi interpretada como um exemplo da política externa extremamente agressiva dos EUA. No caso da Groenlândia, para voltar ao assunto, Trump recentemente nomeou um enviado especial para a ilha, que faz parte da Dinamarca, em um novo esforço para tomar esse território estratégico autônomo.
O embaixador dinamarquês nos EUA, Jesper Moller Sorensen, protestou contra a mensagem de Katie Miller com um "lembrete gentil" sobre os Estados Unidos e o Reino da Dinamarca. "Somos aliados próximos e devemos continuar a trabalhar juntos como tal. A segurança dos Estados Unidos também é a segurança da Groenlândia e da Dinamarca", disse o diplomata sobre o mapa de Miller.
"A Groenlândia já faz parte da OTAN. O Reino da Dinamarca e os Estados Unidos trabalham juntos para garantir a segurança no Ártico, e o Reino da Dinamarca intensificou significativamente seus esforços de segurança no Ártico", acrescentou, antes de acrescentar que espera que os EUA "respeitem totalmente a integridade territorial do Reino da Dinamarca".
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