Publicado 30/08/2025 07:52

A Espanha vai colocar "toda a sua proteção diplomática" à disposição dos participantes da flotilha para Gaza.

Archivo - Arquivo - O Ministro das Relações Exteriores, União Europeia e Cooperação, José Manuel Albares, em sua chegada a uma sessão de controle no Senado, em 11 de março de 2025, em Madri (Espanha). O Partido Popular está defendendo uma moção na sessão
Diego Radamés - Europa Press - Archivo

Reconhece que "não há opção para a paz ou um cessar-fogo confiável" na Ucrânia e confirma novas sanções da UE contra a Rússia em setembro MADRI 30 ago. (EUROPA PRESS) -

O ministro das Relações Exteriores, União Europeia e Cooperação, José Manuel Albares, garantiu neste sábado que o governo espanhol oferecerá "toda a sua proteção diplomática e consular" aos cidadãos espanhóis que participarem da flotilha humanitária que sairá de Barcelona amanhã, domingo, rumo a Gaza.

"Em outras ocasiões, com outras flotilhas, estivemos em contato com eles em caso de qualquer incidente e colocamos em prática toda a nossa proteção diplomática e consular, e neste caso será exatamente o mesmo", garantiu o ministro das Relações Exteriores em entrevista ao 'Rac1' de Copenhague, onde participa do Conselho de Relações Exteriores da União Europeia.

O ministro insistiu que o que o governo quer é que "não haja flotilhas", mas que a ajuda humanitária possa entrar em Gaza diretamente "através das passagens terrestres que estão habilitadas para esse fim, ou que deveriam estar, como no passado". Ele lembrou que "muitos trabalhadores humanitários morreram no bombardeio inaceitável de Israel" e exigiu que tanto eles quanto os jornalistas "possam entrar livremente".

Albares também enfatizou que a Espanha e a sociedade espanhola são "solidárias" em todas as crises que ocorrem no planeta e que a situação em Gaza é "absolutamente insuportável". "Há muitos meses não consigo encontrar palavras suficientes para descrever o que está acontecendo lá. A Espanha é o país do mundo que mais está fazendo pela Palestina e que mais está fazendo para acabar com essa guerra", disse ele.

UM PLANO PARA ACABAR COM A GUERRA

De acordo com o ministro das Relações Exteriores, a Espanha apresentou um plano de ação ao Conselho que busca "acabar com essa guerra" e "pôr fim ao bloqueio humanitário". O documento propõe, entre outras medidas, um embargo europeu de armas a Israel, porque "a legislação europeia diz que as armas não devem ser vendidas por nenhum país membro a outro país que esteja em guerra".

O plano também inclui a suspensão do acordo de associação UE-Israel, porque ele se baseia no artigo 2, que afirma que o relacionamento entre a UE e Israel "só pode ser baseado no respeito aos direitos humanos". "Enquanto essa situação persistir, como já fizemos em outros casos com outros países, esse acordo deve ser suspenso", insistiu Albares.

Ele também defendeu a continuidade da ampliação da lista da UE de "colonos violentos" sancionados que, com a expansão dos assentamentos ilegais, "impossibilitam um futuro Estado palestino realista e viável". Ele também pediu que a UE "cumpra" os pareceres e resoluções da Corte Internacional de Justiça, o que, em sua opinião, implicaria "interromper qualquer comércio com produtos provenientes dos assentamentos ilegais e dos territórios ocupados".

Albares acrescentou que o apoio financeiro à Autoridade Nacional Palestina deve continuar a ser dado "com firmeza" pela União Europeia, pois, em sua opinião, há "uma tentativa deliberada de sufocar economicamente essa instituição". Ele também anunciou que proporia que a UE apoiasse a conferência de dois Estados programada para ocorrer em Nova York nos próximos dias e garantisse a participação da delegação palestina.

Perguntado se o relacionamento econômico com Israel pode continuar, o ministro respondeu que a proposta inclui a suspensão do acordo de associação e também inclui a parte comercial.

UCRÂNIA: "NO MOMENTO NÃO HÁ OPÇÃO DE PAZ E NEM CESSAR-FOGO".

Sobre a situação na Ucrânia, Albares reconheceu que, no momento, não há opção de paz "ou mesmo um cessar-fogo confiável no horizonte", porque a Rússia "não quer nenhum dos dois". Segundo ele, toda vez que a Rússia fala sobre um cessar-fogo ou negociações "é mais uma tática de adiamento para manter a guerra".

O ministro espanhol das Relações Exteriores explicou que houve "apoio praticamente unânime" à Ucrânia e que a União Europeia "continua a fazer o que está fazendo, que é ajudar a Ucrânia na defesa de sua liberdade e soberania pelo tempo que for necessário". Ele também confirmou que "houve conversas sobre a possibilidade de avançar com um novo pacote de sanções" contra Moscou em setembro.

TARIFAS DOS EUA E O STATUS OFICIAL DO IDIOMA CATALÃO NA UE

Perguntado sobre a suspensão temporária das tarifas nos Estados Unidos, Albares respondeu que "essas são decisões internas americanas" sobre as quais ele não tem opinião, embora tenha reiterado que a posição da Espanha e da UE é "acreditar no livre comércio". "Tudo o que as barreiras tarifárias tocam nada mais são do que barreiras para permitir o comércio que é mutuamente benéfico para todos", acrescentou.

Finalmente, com relação ao status oficial do catalão e dos outros idiomas co-oficiais da Espanha na UE, o ministro garantiu que é "um caminho irreversível e irrenunciável". "Já existem 20 países que estão a favor de avançar", disse ele, embora tenha reconhecido que "sete países ainda precisam de mais tempo".

José Manuel Albares acusou o PP de "boicotar o status oficial do catalão e do restante dos idiomas oficiais", criticando seu líder, Alberto Núñez Feijóo, por "considerar que, por exemplo, o galego só serve para percorrer os vilarejos da Galícia pedindo votos quando chegam as eleições, mas não para ser falado no Parlamento Europeu". "A identidade nacional espanhola é multilíngue, e isso está sendo discriminado", concluiu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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