Carlos Luján - Europa Press
Dois anos após o ataque do Hamas a Israel, o governo pede às partes que finalizem a proposta de paz de Donald Trump
MADRID, 7 out. (EUROPA PRESS) -
O governo espanhol condenou os ataques "atrozes" cometidos pelo grupo terrorista Hamas em Israel há dois anos e pediu às partes que cheguem a um acordo dentro da proposta de paz do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para acabar com "vinte e quatro meses de sofrimento indescritível".
Em uma declaração, o Ministério das Relações Exteriores, União Europeia e Cooperação, liderado por José Manuel Albares, também pediu a libertação dos reféns sequestrados pelo Hamas, mostrou sua disposição de combater o antissemitismo e reiterou seu compromisso com a solução de dois Estados para o conflito no Oriente Médio.
"O Governo da Espanha reitera sua firme e retumbante condenação dos atrozes ataques perpetrados pelo grupo terrorista Hamas em 7 de outubro de 2023", diz a carta, na qual lembra as vítimas dos ataques e suas famílias e entes queridos, "especialmente" os dos dois cidadãos espanhóis assassinados naquele dia, Iván Illaramendi e Maya Villalobo.
O Ministério das Relações Exteriores também expressou sua solidariedade com as famílias dos reféns que ainda estão sendo mantidos como reféns pelo Hamas e exigiu "sua libertação imediata e incondicional".
"Hoje estamos perto de sua libertação, graças à proposta dos EUA, e pedimos que as partes cheguem a um acordo. Após vinte e quatro meses de sofrimento indescritível, o fim da violência, um cessar-fogo, a libertação dos reféns e o acesso humanitário maciço são imperativos", continuou a declaração.
O governo defendeu que "continuará lutando com determinação" contra "qualquer manifestação de antissemitismo", já que ele não tem lugar na sociedade espanhola, e afirma que redobrou seu compromisso com a implementação da solução de dois Estados vivendo lado a lado em paz e segurança, "o único caminho para a paz e a estabilidade na região".
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