Publicado 06/05/2026 02:39

A Espanha recebe, a partir de hoje, os chefes das marinhas europeias para analisar o domínio marítimo e as regiões “chave”

Archivo - Arquivo - Entrada do Quartel-General da Marinha, em 1º de abril de 2023, em Madri (Espanha). Trata-se de um edifício neogótico situado no Paseo del Prado. Foi projetado pelos arquitetos José Espelius e Francisco Javier de Luque. Sua construção
Carlos Luján - Europa Press - Arquivo

MADRID 6 maio (EUROPA PRESS) -

A Espanha sedia, a partir desta quarta-feira, uma nova edição do Encontro de Chefes das Marinhas Europeias (CHENS'26, na sigla em inglês), que nesta ocasião reúne 35 altos responsáveis navais, representantes de países aliados e organizações internacionais para analisar a evolução do domínio marítimo e regiões “chave”, como o Báltico, o Mar Negro e o Mar Vermelho, entre outras.

A reunião, de caráter anual e que se encerrará na quinta-feira, servirá para que os participantes compartilhem análises também sobre comércio, energia e estabilidade global, identifiquem riscos comuns e reforcem os mecanismos de cooperação entre as marinhas.

Atualmente, mais de 80% do comércio mundial depende do transporte marítimo; entre 95% e 99% dos dados da Internet em nível mundial são transmitidos por meio de cabos submarinos de fibra óptica; praticamente metade dos veículos que utilizamos são importados por via marítima; e portos e infraestruturas essenciais possibilitam desde as comunicações digitais até o abastecimento energético.

Essa dependência torna a segurança marítima um fator direto de estabilidade econômica e bem-estar dos cidadãos, e qualquer alteração nesse ambiente tem efeitos imediatos na vida cotidiana, destacou a Marinha em um comunicado, onde exemplifica com os ataques a navios mercantes em regiões como o Mar Vermelho e a competição estratégica em zonas como o Ártico.

A COORDENAÇÃO, VITAL

“Reunimo-nos num contexto de especial significado estratégico, em que os desafios à ordem internacional exigem uma resposta coordenada, baseada na cooperação”, destacou o Chefe do Estado-Maior da Marinha (AJEMA), o almirante-general Antonio Piñeiro. “A coordenação entre organizações e nações é mais importante do que nunca para salvaguardar a liberdade de navegação, defender o Direito Internacional e preservar a paz no mar”, acrescentou, segundo a Marinha.

O programa do CHENS'26 articula-se em torno de sessões de trabalho, e os debates são moderados por comandantes da Marinha, onde palestrantes de alto nível, com ampla experiência em operações da OTAN e da União Europeia, bem como em planejamento estratégico e condução de forças navais, compartilham lições aprendidas, analisam tendências e avançam em uma visão comum sobre o emprego do poder naval em um ambiente multidomínio.

Além dos conteúdos, o encontro reforça as relações pessoais entre os responsáveis navais, um fator “essencial” para a eficácia da cooperação em cenários reais. “Somente por meio do entendimento e da cooperação poderemos enfrentar com eficácia os desafios do presente e do futuro”, conclui o almirante-general Piñeiro.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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