MADRID/LISBOA 27 maio (DPA/EP) -
O ministro alemão das Relações Exteriores, Johann Wadephul, não conseguiu convencer seus homólogos de Madri, José Manuel Albares, e de Lisboa, Paulo Rangel, a aumentar os gastos com defesa dos membros da OTAN para 5%, em vez dos atuais 2%, em reuniões bilaterais na segunda-feira.
Questionado pela mídia sobre a disposição da Espanha de se comprometer com o aumento solicitado pela Alemanha, Albares descreveu a meta atual de 2% como "realista", ao mesmo tempo em que enfatizou que seu governo está se esforçando mais do que nunca na defesa.
O chefe da diplomacia portuguesa, por sua vez, garantiu que Portugal apoiaria "naturalmente" um aumento no orçamento militar, embora tenha admitido que a meta de 2% "ainda não foi totalmente alcançada".
Desde que o novo governo alemão tomou posse, em 6 de maio, Wadephul e o chanceler, Friedrich Merz, apoiaram um aumento dos gastos com defesa dos membros da OTAN para 3,5%, com um adicional de 1,5% destinado à infraestrutura militar, coincidindo com a proposta dos EUA desde a chegada de Donald Trump à Casa Branca.
Atualmente, Espanha e Portugal são dois dos países da OTAN que menos gastam nesse setor, com 1,3% e 1,6% do PIB, respectivamente.
Os membros da Aliança Atlântica se reunirão no final de junho em uma cúpula na cidade holandesa de Haia, onde se espera que cheguem a um acordo sobre a meta de investir 5% do PIB em defesa, de acordo com o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte.
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