KIKE RINCON - EUROPA PRESS
Ele considera possível chegar a um acordo de paz, embora "isso vá exigir muito tempo"
L'HOSPITALET DE LLOBREGAT (BARCELONA), 18 (EUROPA PRESS)
O ministro das Relações Exteriores, União Europeia e Cooperação, José Manuel Albares, pediu neste sábado que se negocie e se mantenha o cessar-fogo no Oriente Médio, incluindo o Líbano, “sem nenhuma violação”.
Em declarações antes de intervir na Global Progressive Mobilisation (GPM) na Fira de Barcelona Gran Via, em L'Hospitalet de Llobregat, ele afirmou que a negociação é extremamente complexa e “vai exigir muito tempo”.
Essas palavras foram proferidas depois que o Exército do Irã anunciou neste mesmo sábado que voltaria a restringir o tráfego pelo Estreito de Ormuz, após denunciar que os Estados Unidos violaram os termos do cessar-fogo acordado em 8 de abril ao manter o bloqueio perimetral da zona.
“É importante retomar as negociações e estar ciente de que só há uma saída para esta crise”, segundo o ministro, que insistiu em uma solução diplomática, dialogada e negociada.
Albares também garantiu que é possível chegar a um acordo de paz “se, em etapas anteriores, foi possível chegar a acordos sobre questões tão complicadas quanto a questão nuclear iraniana”.
NÃO EXISTEM “DUAS ORDENS”
Já durante o colóquio, ele afirmou que, neste momento, não há uma oposição entre duas ordens mundiais, uma nova e outra antiga, mas sim que “existe uma ordem mundial, a de antes que continua sendo a de agora, e a única que pode garantir a estabilidade e a prosperidade futura, ou o caos da guerra”.
Ele destacou que o Governo espanhol se pronuncia com coerência sobre os mesmos princípios de defesa do direito internacional para todos os conflitos atuais, tanto na Ucrânia quanto no Oriente Médio, e ressaltou que a outra postura diferenciadora de seu executivo é uma política externa “ancorada em valores humanistas”.
NOVAS ADESÕES À UE
Diante das futuras novas adesões à UE, ele sustentou que esses países devem entender que a Europa “não pode ser apenas um mercado”, mas que, para ingressar, precisam realizar uma transformação de seus valores, além da modernização e do salto econômico necessários para fazer parte do clube dos 27.
Além disso, destacou que a Espanha “nunca cedeu ao euroceticismo” e ressaltou a adaptação que o país fez ao ingressar na UE, o que o consolidou na democracia.
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