Publicado 24/05/2025 05:33

A Espanha pede que Israel acate a CIJ e redobra seu compromisso com um futuro de dois Estados no Oriente Médio

GAZA, 23 de maio de 2025 -- Palestinos procuram por sobreviventes após um ataque aéreo israelense no campo de refugiados de Jabalia, no norte da Faixa de Gaza, em 23 de maio de 2025. As Forças de Defesa de Israel (IDF) disseram em um comunicado na sexta-f
Europa Press/Contacto/Mahmoud Zaki

Albares prevê que o Grupo de Madri se concentrará amanhã no reconhecimento palestino: "Um gesto político de humanidade".

MADRID, 24 maio (EUROPA PRESS) -

O ministro das Relações Exteriores, União Europeia e Cooperação, José Manuel Albares, pediu neste sábado a Israel que atenda às decisões e pareceres adotados pela Corte Internacional de Justiça para respeitar os direitos humanos durante sua ofensiva na Faixa de Gaza, um conflito cuja paz deve ser alcançada por meio de "instrumentos" como o reconhecimento palestino e o estabelecimento de uma solução de dois Estados em coexistência pacífica.

"Israel deve implementar de uma vez por todas as decisões da Corte Internacional de Justiça. Gostaria de lembrá-los de que as decisões, uma das quais é interromper essa ofensiva militar, são obrigatórias para todos os Estados da ONU, inclusive Israel", explicou Albares em entrevista à Radio France Internationale (RFI) na véspera da reunião de amanhã do Grupo de Madri: países europeus e árabes que promovem a solução de dois Estados para o Oriente Médio.

O ministro das Relações Exteriores explicou que as decisões tomadas pela Espanha em relação à guerra de Gaza, como o congelamento das exportações de armas para Israel, foram tomadas individualmente e não representam de forma alguma uma medida de pressão sobre os parceiros da UE.

"Não temos que dar a outros países amigos da União Europeia. A última coisa de que precisamos é de armas. Para acabar com essa guerra, precisamos interromper o fornecimento de armas", disse ele.

No período que antecedeu a reunião de domingo, Albares insistiu que o reconhecimento de um Estado palestino "é um dos poucos instrumentos que temos em nossas mãos" e também representa um ato de "justiça para o povo palestino".

"Não vejo por que o povo palestino deva ser condenado para sempre a ser um povo de refugiados. E também devemos pensar na segurança do povo israelense", disse Albares, lamentando a enorme destruição causada pelo conflito. "Depois de 60.000 palestinos mortos em Gaza, é quase um gesto político de humanidade", disse Albares, antes de insistir que o reconhecimento será um tema central na reunião de amanhã.

"Se quisermos dar uma chance a um Estado palestino realista, chegou a hora, em meio a essa guerra, de expressar a esperança de que realmente acreditamos em um Estado palestino", concluiu Albares.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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