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MADRID 26 set. (EUROPA PRESS) -
A Espanha, junto com outros onze países, uniu forças nesta sexta-feira para lançar uma coalizão de "emergência" para apoiar a Autoridade Palestina diante da crise financeira "urgente" que enfrenta.
O objetivo "imediato" dessa união é "estabilizar" suas finanças, "preservar sua capacidade de governar, fornecer serviços essenciais e manter a segurança", todos eles "indispensáveis para a estabilidade regional e a preservação da solução de dois Estados".
A "Coalizão de Emergência para a Sustentabilidade Financeira da Autoridade Palestina" também foi apoiada pela Bélgica, Dinamarca, França, Islândia, Irlanda, Japão, Noruega, Arábia Saudita, Eslovênia, Suíça e Reino Unido.
Conforme explicou o Ministério das Relações Exteriores, a coalizão atraiu "um grupo amplo e diversificado de países e parceiros de apoio de todas as regiões, muitos dos quais já fizeram contribuições financeiras significativas e prometeram continuar apoiando".
"Nosso compromisso coletivo demonstra o amplo consenso internacional sobre a necessidade de evitar o colapso da Autoridade Palestina e de defender as bases da paz. A assistência de curto prazo, por si só, não é suficiente", disse a declaração.
A coalizão, de acordo com o documento assinado pelos 12 países, promoverá "uma abordagem sustentável, previsível e coordenada", trabalhando "com instituições financeiras internacionais e parceiros importantes para mobilizar recursos, apoiar reformas econômicas e de governança em andamento e garantir total transparência e responsabilidade".
Os ministros das relações exteriores dos países signatários também exigem que Israel "libere imediatamente todas as receitas palestinas" e "cesse qualquer ação que obstrua ou enfraqueça a Autoridade Palestina ou arrisque seu colapso". Tais ações, enfatizaram, ameaçam "não apenas os meios de subsistência e a estabilidade institucional palestinos, mas também a paz e a segurança regionais e internacionais".
Fortalecer a "base financeira" da Autoridade Palestina é, segundo os ministros, "um investimento em paz, estabilidade e segurança para palestinos, israelenses e toda a região".
A coalizão é "aberta e inclusiva e convida todos os Estados e organizações internacionais a se unirem a esse esforço coletivo". Com essa iniciativa, os países também reafirmam "o compromisso de salvaguardar a viabilidade da solução de dois Estados e de promover uma paz justa, duradoura e abrangente".
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