Publicado 02/03/2026 14:13

Espanha nega apoio militar aos EUA para o ataque ao Irã através das bases de Morón e Rota

Torre de controle da base de Morón (Sevilha)
FRANCISCO J. OLMO / EUROPA PRESS

Washington retira pelo menos 15 aviões-tanque americanos das bases: “Eles não iriam realizar nenhuma ação”, afirma Robles MADRID 2 mar. (EUROPA PRESS) -

A Espanha recusou prestar apoio militar aos Estados Unidos na sua ofensiva contra o Irão através das bases militares de Morón (Sevilha) e Rota (Cádis), alegando que a operação americana não se enquadra no acordo que rege a cooperação entre os dois países.

Especificamente, o ministro das Relações Exteriores, União Europeia e Cooperação, José Manuel Albares, e a ministra da Defesa, Margarita Robles, negaram nesta segunda-feira que Washington esteja usando as bases, de soberania espanhola, no âmbito da operação e garantiram que também não o fará no futuro.

“As bases não são utilizadas e não serão utilizadas para nada que não esteja dentro do acordo (de Cooperação para a Defesa) e para nada que não se enquadre na Carta das Nações Unidas”, afirmou Albares em entrevista concedida à Telecinco, divulgada pela Europa Press.

Por seu lado, Robles explicou que este tipo de “ações” requerem “proteção internacional”, mas que a ofensiva contra o Irão carece desse “quadro de legalidade internacional” porque Washington e Telavive “estão a agir unilateralmente, sem o apoio de uma resolução internacional”. “Não estão usando essas bases”, enfatizou em declarações à mídia durante uma visita à Escola Militar de Helicópteros-Ala 78, localizada na Base Aérea de Armilla (Granada). A ESPANHA TEM QUE AUTORIZAR

O Acordo de Cooperação para a Defesa exige a autorização da Espanha para que os Estados Unidos possam usar as bases de Morón e Rota em operações que excedam o acordo assinado entre Washington e Madri, como é o caso. Isso também ocorre em missões de trânsito e reabastecimento de aeronaves: os voos devem se enquadrar nos objetivos do Acordo e contar com a autorização espanhola correspondente.

Os Estados Unidos retiraram pelo menos 15 aviões-tanque destacados em Morón e Rota, segundo adiantou o jornal El Independiente e confirmou Robles, que justificou que “eles partiram porque não iriam realizar nenhuma ação”. “O Exército dos Estados Unidos decide o que fazer com os aviões-tanque, que não realizaram nem vão realizar nenhuma ação de manutenção ou apoio, e provavelmente por isso tomaram a decisão de ir para outras bases”, acrescentou.

A Espanha se distancia assim da França, do Reino Unido e da Alemanha, que sugeriram a possibilidade de atacar o Irã para defender seus interesses e os de seus aliados no Oriente Médio. Por seu lado, o embaixador do Irão em Espanha, Reza Zabib, advertiu esta segunda-feira que qualquer localização utilizada na “agressão” contra o Irão será considerada um “alvo legítimo”, embora não tenha mencionado especificamente as bases de Morón e Rota. O Governo aposta na “desescalada”, nas soluções diplomáticas e no ordenamento jurídico internacional.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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