MADRID 27 jul. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores, União Europeia e Cooperação, José Manuel Albares, garantiu neste domingo que a Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID) está pronta para enviar "tudo o que for necessário" para a Faixa de Gaza, depois que as autoridades israelenses concordaram em estabelecer "pausas táticas" e "rotas seguras" para atender às necessidades humanitárias no enclave palestino.
"A fome induzida em Gaza é uma vergonha. Mortes diárias por fome, 100.000 crianças e 40.000 bebês em risco de morte. Israel deve permitir a passagem permanente, ininterrupta e livre de toda a ajuda humanitária necessária", disse Albares em seu site de rede social X.
Da mesma forma, o chefe da diplomacia espanhola explicou que, na segunda-feira, em seu discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, ele denunciará a fome e a morte em Gaza e defenderá o reconhecimento de um Estado palestino e a solução de dois Estados, após o ressurgimento do debate internacional a esse respeito, depois do anúncio da França de se juntar aos países ocidentais que tomaram essa decisão, como a Espanha.
No início do dia, Israel anunciou o início de "pausas humanitárias" de dez horas na Faixa de Gaza para facilitar a entrega de ajuda ao enclave, uma medida que segue uma onda de críticas internacionais à situação humanitária catastrófica em Gaza.
A ofensiva contra Gaza, lançada em resposta aos ataques de 7 de outubro de 2023 - que deixaram cerca de 1.200 pessoas mortas e quase 250 sequestradas, de acordo com o governo israelense - deixou até agora cerca de 59.700 palestinos mortos, de acordo com as autoridades do enclave, embora se tema que esse número seja maior. Além disso, mais de 120 pessoas, incluindo 83 crianças, morreram de fome ou desnutrição.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático