Publicado 30/03/2026 04:09

A Espanha fecha seu espaço aéreo aos aviões envolvidos na guerra do Irã

Imagem da base militar de Morón após a recusa de Sánchez em cedê-la para apoiar as operações contra o Irã. Em 4 de março de 2026, em Morón de la Frontera, Sevilha (Andaluzia, Espanha). O presidente do Governo, Pedro Sánchez, mantém a sua posição
Francisco J. Olmo - Europa Press

MADRID 30 mar. (EUROPA PRESS) -

O governo fechou o espaço aéreo espanhol aos voos de aeronaves envolvidas na guerra no Irã, no âmbito da chamada operação “Fúria Épica”, impulsionada pelos Estados Unidos e por Israel.

Conforme divulgado nesta segunda-feira por vários meios de comunicação e confirmado à Europa Press por fontes do Executivo, com essa restrição a Espanha não apenas proíbe o uso das bases militares de Rota e Morón, mas também impede que aeronaves ligadas à ofensiva contra o Irã possam sobrevoar o espaço aéreo espanhol.

Uma proibição que afeta não apenas as decolagens a partir do território nacional, mas também o sobrevoo de aeronaves militares provenientes de bases no Reino Unido ou na França.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apoiou na época que o exército norte-americano abandonasse as bases militares de Rota e Morón, bem como as dos demais países da OTAN que não estivessem colaborando na proteção do Estreito de Ormuz, conforme proposto pelo senador republicano Lindsey Graham em 10 de março passado.

Diante disso, a ministra da Defesa, Margarita Robles, já afirmou que “não” contempla a retirada dos Estados Unidos das bases militares espanholas. “Pedimos que se respeite a posição da Espanha, que é firme, clara e inequívoca contra qualquer guerra”, afirmou.

Por sua vez, Trump destacou neste domingo que seu governo está negociando com o Irã “tanto direta quanto indiretamente”, ao mesmo tempo em que garantiu que, como “demonstração de respeito”, Teerã permitirá a passagem de “20 grandes petroleiros” pelo estreito de Ormuz, apesar do bloqueio de fato imposto pela República Islâmica em retaliação à ofensiva lançada em 28 de fevereiro por americanos e israelenses.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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