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MADRID 9 mar. (EUROPA PRESS) -
O governo espanhol declarou no domingo sua preocupação com a crise de violência que eclodiu esta semana na costa mediterrânea da Síria, onde as forças de segurança das novas autoridades sírias estão entrando em confronto com partidários do antigo regime do ex-presidente Bashar al-Assad, em meio a alegações de massacres contra a população civil nas mãos das tropas de Damasco.
Em uma declaração publicada no domingo, o Ministério das Relações Exteriores da Espanha exige que a violência "seja investigada e que os responsáveis não fiquem impunes". Na mesma nota, o ministério insiste que "qualquer tipo de diferença deve ser resolvida por meios pacíficos".
Os combates se concentram agora em torno da cidade litorânea de Latakia, uma cidade de maioria alauíta, confissão à qual pertencia o ex-presidente Bashar al-Assad, deposto no final do ano passado em uma ofensiva liderada pelo grupo jihadista Hayat Tahrir al Sham (HTS), liderado pelo atual presidente sírio de transição, Ahmed al Shara.
Nesse sentido, o Observatório Sírio para os Direitos Humanos alertou que mais de mil civis, em sua maioria alauítas, foram "executados" no que descreveu como uma operação secreta de represália orquestrada pelas forças de segurança das novas autoridades. O novo Ministério da Defesa da Síria, sob a liderança expressa de al-Shara, afirma ter iniciado uma operação contra "grupos de indivíduos indisciplinados" com a intenção de levá-los à justiça.
A Espanha conclui o comunicado reiterando seu apoio a "uma transição política pacífica e inclusiva, com a participação de todos os cidadãos sírios".
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