Matias Chiofalo - Europa Press
MADRID 16 mar. (EUROPA PRESS) - A ministra da Defesa, Margarita Robles, descartou nesta segunda-feira que a Espanha venha a participar de uma eventual missão da União Europeia (UE) para manter aberto o Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã em resposta aos ataques dos Estados Unidos e de Israel, proposta pela Alta Representante da UE para a Política Externa, Kaja Kallas.
Em declarações à imprensa na base de El Goloso (Madri), Robles lembrou que a Espanha já enviou a fragata “Cristóbal Colón” em coordenação com a França e outros aliados para a missão defensiva em Chipre, depois que um drone iraniano colidiu com uma base britânica localizada naquele país. Por isso, a Espanha não pretende envolver-se em outra missão no Estreito de Ormuz. “Exigimos que a guerra termine porque não faz sentido, é ilegal e está causando muitas mortes; o objetivo tem de ser o fim da guerra”, acrescentou a ministra.
Kallas propôs estabelecer uma missão europeia ou mesmo uma organizada pela ONU para manter esse enclave aberto antes do Conselho de Relações Exteriores dos Vinte e Sete. Da mesma forma, sugeriu modificar o mandato da operação “Aspides” da UE, lançada em resposta aos ataques huti no Mar Vermelho, para permitir que ela atue também em Ormuz, uma rota fundamental para o trânsito de gás, petróleo e fertilizantes.
Robles já descartou a intervenção espanhola na operação proposta pelo presidente francês, Emmanuel Macron, para garantir a livre circulação no estreito de Ormuz, e também não participa da missão “Aspides”, alegando seu compromisso com a missão “Atalanta” da UE contra a pirataria na Somália.
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