Publicado 12/02/2026 09:18

Espanha disposta a participar na missão da OTAN no Ártico para reforçar a segurança na Gronelândia

A ministra da Defesa, Margarita Robles, na reunião dos ministros da Defesa da OTAN que se realiza esta quinta-feira em Bruxelas.
MINISTERIO DE DEFENSA

A ministra Robles não especifica qual será a contribuição do nosso país e aguarda as solicitações da Aliança BRUXELAS 12 fev. (EUROPA PRESS) -

A ministra da Defesa, Margarita Robles, explicou que o governo está disposto a participar na missão “Sentinela do Ártico” anunciada pela OTAN e que aguarda para saber quais as capacidades específicas que o Comandante Supremo Aliado na Europa (SACEUR), Alexus G. Grynkewich, pretende.

Assim o afirmou em declarações à imprensa após a reunião dos ministros da Defesa da OTAN, realizada nesta quinta-feira na sede da Aliança, em Bruxelas, na qual reivindicou que “a Espanha sempre participa de todas as missões da Aliança Atlântica”, dependendo das capacidades que lhe forem solicitadas.

Ele deu como exemplo a participação do nosso país na “Sentinela do Báltico”, bem como em outras “muitas missões” da OTAN no flanco leste, como na Letônia, Lituânia ou Estônia, tanto com presença naval quanto aérea.

“Portanto, a colaboração será aquela que nos for solicitada a cada momento pelo Comandante Supremo Aliado da Europa (SACEUR), o comando aliado, que é quem deve dizer a cada país de que maneira colaborar e em que missão”, concluiu sua explicação. POR PRESSÃO DOS EUA

As declarações de Robles ocorrem após o lançamento da missão “Sentinela do Ártico”, resultado do acordo alcançado entre o secretário-geral aliado, Mark Rutte, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após a crise diplomática desencadeada pelas pretensões da Casa Branca sobre a Groenlândia.

Esta operação visa reforçar de forma coordenada a presença militar aliada numa região cada vez mais estratégica devido à sua localização e à crescente concorrência geopolítica. O Comando Aliado de Operações (ACO) será responsável pelo planejamento e execução das atividades na zona, enquanto a direção operacional caberá ao Comando Conjunto de Forças de Norfolk (JFC Norfolk), cuja área de responsabilidade abrange todo o Ártico e o Polo Norte.

Na prática, a “Sentinela do Ártico” integrará e dará coerência às manobras já existentes dos países aliados, como o exercício norueguês “Cold Response” ou a missão dinamarquesa “Resistência Ártica”, com o objetivo de reunir sob uma abordagem comum todas as atividades no Alto Norte e reforçar a postura da Aliança face à atividade militar da Rússia e ao crescente interesse econômico da China na região.

No entanto, já há países que anunciaram contribuições concretas para a missão, conhecida em inglês como “Artic Sentry”, como a Alemanha, que detalhou que enviará quatro eurofighters, ou a Suécia, que enviará à região um número ainda indeterminado de caças JAS 39 Gripen.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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