Eduardo Parra - Europa Press
MADRID 29 maio (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, convocou o embaixador russo em Madri, Yuri Klimenko, para transmitir a condenação do governo à incursão de um drone russo na Romênia, que deixou dois feridos.
Foi o que o próprio ministro comunicou em uma mensagem divulgada em suas redes sociais, na qual também informou que teve a oportunidade de conversar com sua homóloga da Romênia, Oana Toiu, para transmitir-lhe “a solidariedade e o apoio da Espanha” após o ocorrido.
Fontes do Ministério das Relações Exteriores precisaram que foi comunicado ao embaixador russo, que também foi convocado na terça-feira, que a Espanha considera “muito grave” este fato, tendo em conta que resultou em dois feridos ao colidir o drone contra um prédio residencial em Galati, num país que é “parceiro na UE e aliado da OTAN”.
Tanto o presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, quanto o próprio Albares já haviam publicado anteriormente mensagens de condenação nas redes sociais. O chefe do Executivo ressaltou que “as violações do Direito Internacional pela Rússia são inaceitáveis”.
“A Espanha continua comprometida com o flanco oriental e a segurança de seus aliados”, afirmou Sánchez, em consonância com o que também foi declarado pelo ministro.
A Espanha tem atualmente mais de 200 militares destacados na Romênia no âmbito da presença avançada da OTAN nos países do flanco leste. O destacamento espanhol, que inclui tanto pessoal quanto recursos, teve início em 15 de outubro de 2024 na localidade de Cincu (centro).
Esta sexta-feira foi a segunda vez nesta semana em que o embaixador russo foi convocado ao Ministério das Relações Exteriores. Na terça-feira, ele teve que comparecer ao Ministério para que lhe fosse transmitido “o enérgico protesto da Espanha contra os últimos ataques indiscriminados da Rússia contra a Ucrânia e contra as ameaças de ataques sistemáticos a alvos militares e políticos na Ucrânia, que incluíram um apelo aos cidadãos estrangeiros e ao pessoal diplomático para que abandonassem a capital do país”.
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