Publicado 10/02/2026 06:53

A Espanha continua piorando no índice de percepção da corrupção, após cair mais três posições.

Archivo - Arquivo - A bandeira da Espanha em frente à sede do Tribunal Constitucional no dia da sessão plenária extraordinária do Tribunal Constitucional (TC), em 19 de dezembro de 2022, em Madri (Espanha).
Fernando Sánchez - Europa Press - Arquivo

MADRID 10 fev. (EUROPA PRESS) - A organização Transparência Internacional publicou nesta terça-feira seu último Índice de Percepção da Corrupção (IPC), no qual a Espanha continua piorando seus dados entre as “democracias defeituosas” após perder um ponto e cair três posições, ficando em 49º lugar entre 182 países no ranking global.

Neste último IPC, com dados de 2025, a Espanha situa-se no meio da tabela com 55 pontos, perde um dos 56 obtidos no relatório anterior e fica assim atrás de Granada, Arábia Saudita, Ruanda, Botsuana ou Israel.

No relatório anterior, a Espanha já havia sofrido um recuo notável de quatro pontos e dez posições em relação a 2023, ficando na 46ª posição e na 16ª posição entre os 27 países da União Europeia. “Os dados da Espanha dificilmente podem ser entendidos fora do contexto global. O mapa global está cada vez mais vermelho, ano após ano está ficando mais escuro”, lembraram da Transparência Internacional em uma coletiva de imprensa na Fundação Ortega y Gasset-Gregorio Marañón. A Espanha obteve em 2025 concretamente 55 pontos sobre um total de 100. “Não é uma mudança importante, mas não pode deixar de nos preocupar, tem que nos levar a uma reflexão”, apontou a organização. O relatório alerta para um “preocupante agravamento” dos níveis de corrupção com dados de 2025 nas democracias, em um mundo marcado pelo “perigoso desprezo” pelo Direito Internacional.

A Transparência Internacional destacou uma tendência de queda nos níveis de corrupção em países com sistemas democráticos, citando os Estados Unidos (64), Canadá (75), Nova Zelândia (81), Reino Unido (70), França (66) e Suécia (80).

A Dinamarca (89), a Finlândia (88) e Singapura (84) repetem-se no topo da tabela, enquanto a Venezuela (10), a Somália (9) e o Sudão do Sul (9) o fazem, mas na cauda. Nestes últimos casos e na maioria das autocracias do mundo, como o Azerbaijão (30), a corrupção é “sistemática e manifesta-se em todos os níveis”, refere o relatório.

O relatório classifica todos os países com notas de 0 a 100, e a média de todos os países do mundo é de 42 pontos, um a menos que no ano passado, evidenciando assim a necessidade de adotar medidas para “proteger o interesse público” e melhorar a governança e a liderança “responsável”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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