Marta Fernández - Europa Press
MADRID 22 dez. (EUROPA PRESS) -
O governo condenou nesta segunda-feira a aprovação definitiva por Israel de 19 assentamentos no norte da Cisjordânia, uma decisão que, segundo o governo espanhol, "viola o direito internacional", e por isso pediu "sua revogação nos termos mais fortes".
Entre os assentamentos estão os de Ganim e Kadim, a oeste da cidade palestina de Jenin, que foram expulsos de suas casas em 2005 e a sinagoga foi desmontada pelo exército israelense como parte da retirada de Israel da Faixa de Gaza.
"Continuamos a fazer história nos assentamentos e no Estado de Israel. Depois de vinte anos, estamos corrigindo uma injustiça dolorosa ao devolver Ganim e Kadim ao mapa dos assentamentos", anunciou o ministro das finanças ultranacionalista de Israel, Bezalel Smotrich, sobre a medida, que ele promoveu com o ministro das relações exteriores Israel Katz.
Em uma declaração, o Ministério das Relações Exteriores da Espanha reiterou sua condenação da "expansão dos assentamentos", que são "ilegais de acordo com a lei internacional", e de qualquer iniciativa "para impedir a implementação da solução de dois estados, o único caminho para uma paz duradoura na região".
Dessa forma, a pasta diplomática expressou sua "profunda preocupação" com a "situação extremamente grave" na Cisjordânia, "onde a escalada da violência dos colonos contra a população palestina e seus meios de subsistência, facilitada pela impunidade, pelas operações militares e pela política expansionista do governo de Israel, são obstáculos claros à paz, à segurança e à prosperidade".
A Liga Árabe também condenou a aprovação pelo gabinete israelense da declaração de mais 19 assentamentos na Cisjordânia, no que o bloco considera "um desafio flagrante à vontade internacional" e "uma violação da lei internacional".
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