Ricardo Rubio - Europa Press
MADRID 15 ago. (EUROPA PRESS) -
O governo da Espanha condenou “veementemente”, neste sábado, o “cerco” por colonos israelenses contra famílias palestinas na aldeia de Qusra e exigiu que Israel ponha fim aos “assentamentos no território ocupado” da Palestina, que são “contrários ao Direito internacional”.
Os colonos vêm há dias perseguindo duas famílias palestinas de Qusra, submetidas a cortes de energia elétrica e água por dezenas de israelenses, que, além disso, instalaram nas proximidades barracas proibidas até mesmo pela lei israelense.
Em um comunicado do Ministério das Relações Exteriores, a Espanha instou Israel “a cumprir suas obrigações como potência ocupante, impedir a violência arbitrária e a intimidação dos colonos contra os palestinos”, além de “pôr fim à sua impunidade e proteger a integridade física e os meios de subsistência da população palestina sob ocupação, de acordo com o direito humanitário”.
Além disso, o governo espanhol reiterou “seu firme compromisso com a aplicação da solução de dois Estados, com Israel e a Palestina vivendo juntos em paz e segurança, como único caminho para uma paz justa, sustentável e duradoura na região”.
O Exército israelense, cúmplice habitual dos ataques dos colonos, apelou nesta sexta-feira à calma e garantiu que seu único interesse neste momento é proteger as famílias.
Além disso, “os soldados não entrarão na casa da família palestina” localizada próxima ao local onde havia sido montada a barraca usada pelos colonos, que já foi “desmontada”.
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