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MADRID 25 ago. (EUROPA PRESS) -
O governo condenou nesta segunda-feira o bombardeio israelense contra um hospital em Gaza, no qual morreram cerca de vinte pessoas, incluindo vários jornalistas, denunciando-o como "uma violação flagrante do direito internacional humanitário" e pedindo uma investigação.
Em uma declaração emitida pelo Ministério das Relações Exteriores, o governo condenou o ataque ao hospital Naser, localizado na cidade de Khan Youn, em Gaza, "que resultou na morte de quatro jornalistas e civis inocentes".
Nesse sentido, o governo reiterou que "locais especialmente protegidos", como hospitais, "não podem ser objeto de ataques" e denunciou que "é uma violação flagrante e inaceitável do Direito Internacional Humanitário" que rege as guerras e, portanto, "deve ser investigado".
"Além da dor causada pela morte de civis", acrescentou o departamento chefiado por José Manuel Albares, "há também a dor dos profissionais da informação, cujo trabalho é essencial e deve ser objeto de proteção especial".
De acordo com as autoridades pró-Hamas de Gaza, quatro jornalistas estão entre os 20 mortos. A ONU estima que cerca de 250 jornalistas palestinos tenham sido mortos desde que Israel iniciou sua ofensiva na Faixa de Gaza após o ataque terrorista do Hamas em 7 de outubro de 2023, que deixou mais de 1.200 mortos.
A esse respeito, o governo deixou claro o "compromisso total" da Espanha com "o direito de acesso à informação, que é essencial para garantir a liberdade de expressão e o acesso à informação para todos os cidadãos".
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