Publicado 16/04/2026 17:10

A Espanha comemora a trégua no Líbano, fundamental para a estabilidade regional: "Não haverá paz verdadeira sem um cessar-fogo"

O ministro dos Negócios Estrangeiros, da União Europeia e da Cooperação, José Manuel Albares, participa da inauguração da exposição “Tiempo Juntos. 20 anos da Casa Árabe e da amizade entre a Espanha e o mundo árabe”, em 15 de abril de 2026, em Madri (Espa
Ricardo Rubio - Europa Press

MADRID 16 abr. (EUROPA PRESS) -

O ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, comemorou nesta quinta-feira o cessar-fogo alcançado durante o dia entre o Líbano e Israel, uma medida que considera essencial para a estabilidade no Oriente Médio.

No evento de lançamento do livro “Viaje a un Nuevo Mundo” (Editora Arpa) no Instituto Cervantes, Albares se referiu à trégua de dez dias, anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“É algo que vínhamos solicitando e exigindo desde o início. Não haverá paz real nem estabilidade se não houver um cessar-fogo no Líbano”, afirmou o ministro durante o diálogo que manteve com os jornalistas e autores do livro, Enric Juliana e Esteban Hernández.

Albares, no entanto, lembrou que há “outra opção que continua presente” para enfrentar a guerra. “Há 10 mil soldados americanos a caminho do Estreito de Ormuz (...) Mas nem a democracia, nem a igualdade para as mulheres do Irã, nem a prosperidade, nem a estabilidade para ninguém no Oriente Médio virão com a guerra”, argumentou.

Assim, ele voltou a enfatizar a posição da Espanha ao lado do “diálogo e da diplomacia” para resolver o que considera “a maior crise do século XXI”. “Ela se posiciona, é claro, ao lado da paz e da estabilidade diante do que seria o caos”, afirmou.

Por outro lado, questionado sobre o risco de “retaliações” ou de um isolamento internacional por manter essa posição, Albares descartou essa possibilidade, garantindo que “somos uma esmagadora maioria de países” que rejeitam “a lei da selva”. Além disso, ele afirmou que “nunca se tomam decisões na política por medo”, lembrando o impacto da guerra nos “bolsos dos cidadãos espanhóis”.

DEFENDE QUE A EUROPA DÊ "UM SALTO" EM SUA SOBERANIA

No entanto, descartou que haja uma "ruptura" com os Estados Unidos, país que considera "aliado natural histórico" da Europa e da Espanha. Nesse sentido, ele garantiu que ambas as regiões mantêm uma relação “mutuamente benéfica”, tanto em matéria comercial quanto em matéria de segurança.

Albares também enfatizou o compromisso da Espanha com a OTAN, embora tenha lembrado que “a relação transatlântica precisa de ambos, europeus e norte-americanos”. Nesse ponto, ele sinalizou que há alguns “postulados” do atual governo norte-americano que “convidam abertamente a União Europeia a assumir seu próprio destino em suas mãos”.

Nesse contexto, o ministro apostou para que a Europa “dê um salto em sua soberania e independência”, tanto em matéria econômica quanto de segurança, “integrando nossas indústrias de defesa, criando um exército europeu”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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