MADRID 25 set. (EUROPA PRESS) -
O governo da Eslovênia concordou nesta quinta-feira em declarar o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, persona 'non grata', o que significa que ele não poderá entrar em território esloveno, uma medida que já estava em vigor para os ministros de extrema-direita Itamar Ben Gvir e Bezalel Smotrich.
A Secretária de Estado das Relações Exteriores, Neva Grasic, justificou essa medida com os processos contra Netanyahu no Tribunal Penal Internacional (TPI) por supostos crimes de guerra e crimes contra a humanidade e lembrou que uma comissão independente da ONU já classificou os abusos israelenses na Faixa de Gaza como genocídio.
Grasic explicou que, com essa decisão, o governo quer enviar "uma mensagem clara" às autoridades israelenses, para que elas assumam que a Eslovênia espera que elas respeitem as decisões judiciais e o direito internacional. "Essa não é uma medida contra o povo israelense", disse ele, de acordo com a televisão RTS.
O governo esloveno já adotou sanções contra líderes israelenses e, no ano passado, fez parte de um grupo de países europeus, incluindo a Espanha, que reconheceu formalmente o Estado palestino. Mais de uma dúzia de outros países tomaram a mesma medida na semana passada, elevando o total para mais de 150 em todo o mundo.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático