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BRUXELAS 10 jul. (EUROPA PRESS) -
A Eslováquia reconheceu nesta quinta-feira que ainda há "questões pendentes", mas espera um acordo rápido com a Comissão Europeia sobre as garantias para seu fornecimento de energia, a questão que está usando para vetar a 18ª rodada de sanções europeias contra a Rússia.
"Devo reconhecer que a Comissão Europeia está trabalhando arduamente para encontrar uma solução para a Eslováquia. Em algumas questões pendentes estamos perto de um acordo, em outras ainda estamos longe", disse o primeiro-ministro eslovaco Robert Fico em uma postagem na mídia social defendendo a posição de Bratislava, cuja recusa bloqueia a adoção do novo pacote de sanções da UE, que inclui medidas contra a energia, os bancos e a "frota fantasma" russos.
Embora tenha denunciado que a Eslováquia não agirá "sob pressão ou em uma atmosfera de forte retórica", ele insistiu em sua intenção de chegar a um acordo "em breve" com Bruxelas que protegeria a Eslováquia das "piores consequências" da dissociação do gás russo, do qual Bratislava continua altamente dependente.
A esse respeito, Fico disse que o apoio da Eslováquia às sanções é "contingente" ao abordar as preocupações do país sobre os preços do gás, a segurança do fornecimento e o recebimento de compensação pelos "danos incorridos" pela interrupção planejada do fornecimento de gás em janeiro de 2028.
O líder eslovaco enfatizou que, ao negociar com Bruxelas, "não pode haver jogos de soma zero", ressaltando que as preocupações de Bratislava devem ser abordadas e descartando a decisão de cortar os laços energéticos com Moscou como "gestos ideológicos".
A recusa da Eslováquia na quarta-feira impediu que os embaixadores da UE dessem o sinal verde para o novo pacote de sanções contra a Rússia, acordado semanas atrás, mas que aguardava a aprovação da Eslováquia.
De qualquer forma, fontes diplomáticas disseram à Europa Press que Fico dará uma coletiva de imprensa nesta sexta-feira, de modo que poderá ser na reunião dos embaixadores que o 18º pacote será finalmente adotado, uma decisão que poderá ser endossada pelos ministros das Relações Exteriores da UE quando se reunirem na terça-feira.
Na capital da UE, eles apontam para a raiva crescente dos parceiros europeus com a posição de Bratislava, que é claramente uma perda de tempo e um rebaixamento da reação da UE aos ataques contínuos da Rússia e sua falta de intenção de concordar com um cessar-fogo na Ucrânia.
SANÇÕES ENERGÉTICAS E BANCÁRIAS
As principais medidas propostas pelo executivo europeu na nova rodada são as sanções às infraestruturas do Nord Stream 1 e do Nord Stream 2, bem como o aumento das restrições a 22 bancos russos, que, além de serem desconectados do sistema SWIFT, estarão sujeitos à proibição total de transações.
A UE também tem como alvo mais de 20 empresas envolvidas no fornecimento à Rússia de equipamentos de uso duplo, tanto civis quanto militares, que Moscou utiliza no campo de batalha.
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