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MADRID 18 fev. (EUROPA PRESS) - O governo da Eslováquia declarou nesta quarta-feira o estado de emergência energética devido à falta de petróleo em plena suspensão do abastecimento através do importante oleoduto de Druzhba, que é o mais longo do mundo e serve para transportar petróleo russo para regiões da Europa.
Assim, decidiu liberar “um máximo de 250.000 toneladas de reservas de petróleo”, conforme indicado em um comunicado após uma reunião do Conselho de Ministros, que aprovou a retirada desse petróleo das reservas para deixá-las nas mãos da Slovnaft, a empresa responsável pela refinação de petróleo na Eslováquia.
A razão para esta medida é a interrupção do abastecimento através deste oleoduto há já três semanas, de acordo com informações recolhidas pelo jornal “Dennik N”. Fontes governamentais asseguram que a Slovnaft já está a tomar medidas a este respeito, utilizando as suas próprias reservas, limitando as exportações e obtendo petróleo bruto através do oleoduto Adria.
No entanto, as refinarias não contarão com abastecimento imediato através deste sistema e o abastecimento por navios-tanque pode demorar entre 20 e 30 dias. Por enquanto, as autoridades ucranianas continuam culpando a Rússia por este incidente e apontam para um ataque perpetrado pelas tropas russas no passado dia 27 de janeiro.
No entanto, a Comissão Europeia descartou na terça-feira a existência de riscos imediatos para a segurança do abastecimento energético da Hungria e da Eslováquia após a interrupção deste abastecimento e sublinhou que ambos os países dispõem de reservas estratégicas suficientes para fazer face à situação enquanto se avaliam alternativas.
O governo húngaro chegou mesmo a acusar a Ucrânia de bloquear o trânsito de petróleo pelo Druzhba, alegando “razões políticas”, e salientou que a segurança energética “nunca deve ser uma questão ideológica”.
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