Publicado 17/04/2026 14:58

A Eslováquia apresenta uma ação no TJUE contra a proibição da UE à compra de combustível russo

Archivo - Arquivo - CHINA, PEQUIM - 2 DE SETEMBRO DE 2025: O primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, é visto durante uma reunião com o presidente russo, Putin, na Residência Oficial de Hóspedes Diaoyutai
Europa Press/Contacto/Alexander Kazakov - Arquivo

MADRID 17 abr. (EUROPA PRESS) -

O governo da Eslováquia apresentou uma ação no Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) contra o veto da UE aos combustíveis russos, depois que os 27 Estados-membros aprovaram essa medida para reduzir gradualmente, a partir de 2027, as compras de energia da Rússia.

“A República Eslovaca apresentou uma ação no Tribunal de Justiça da UE contra a proibição das importações de gás russo”, anunciou em suas redes sociais o primeiro-ministro do país, Robert Fico, que criticou o veto ratificado no final de janeiro pelo Parlamento Europeu, considerando-o “extremamente prejudicial para toda a União Europeia”.

Fico afirmou que o veto deveria ter recebido os votos dos Vinte e Sete por unanimidade, em vez da maioria qualificada, como requisito para ser aprovado. “Estamos preocupados com a forma como este regulamento foi adotado. Estamos convencidos, e creio que esta não é apenas a nossa opinião, mas também a de outros primeiros-ministros, de que, neste caso, trata-se de um regime de sanções, de uma medida punitiva. Portanto, essa decisão deveria ter sido adotada por unanimidade”, declarou a esse respeito.

“Na opinião do Governo eslovaco, isso representa uma clara violação de todos os princípios nos quais se baseiam os tratados da UE. Os tratados estipulam que as decisões relativas aos sistemas de sanções e às questões de política externa devem ser tomadas por unanimidade”, acrescentou.

Por tudo isso, seu Executivo solicitará uma suspensão cautelar do veto, de modo que ele não entre em vigor até que o TJUE profira seu veredicto definitivo. “O Tribunal de Justiça da União Europeia poderia emitir um parecer neste caso que seria transcendental e decisivo para o futuro funcionamento da UE”, observou o primeiro-ministro.

A Eslováquia juntou-se assim à Hungria, que no início de fevereiro intentou uma ação judicial perante o mesmo tribunal para anular a proibição europeia de importar gás russo. O bloco europeu aprovou, uma semana antes, o regulamento para a eliminação gradual, a partir de 2027, das importações da Rússia de gás por gasoduto e gás natural liquefeito (GNL) para o território comunitário.

Aprovado por maioria qualificada, com o voto contra da Hungria e da Eslováquia e a abstenção da Bulgária, o regulamento proibirá as importações de GNL russo no início de 2027 e as importações de gás por gasoduto a partir do outono de 2027, e permitirá que os contratos em vigor passem por um período de transição para “limitar o impacto” dessa decisão nos preços e nos mercados.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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