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MADRID 4 mar. (EUROPA PRESS) -
O ministro-chefe da Escócia, John Swinney, disse nesta terça-feira que é "impensável" uma visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com antepassados escoceses e vários campos de golfe no país, até que ele mude sua posição sobre a Ucrânia.
"Se esta continuar sendo a posição do governo dos Estados Unidos, uma segunda visita de Estado do presidente Trump se torna impensável", disse Swinney durante uma sessão em Holyrood, o Parlamento escocês.
"Sei que há pessoas nesta Casa e em todo o país que discordarão, que dirão que não devemos tomar essa posição ou que o presidente Trump não deve ser convidado em nenhuma circunstância", disse ele, segundo o jornal 'The Scotsman'.
Swinney disse que apoiar a Ucrânia significa "estar preparado para fazer coisas difíceis, coisas que preferiríamos não fazer", como descartar a visita do presidente Trump, cuja mãe era uma imigrante escocesa das Ilhas Lewis, um arquipélago no norte do país.
No entanto, ele deixou a porta aberta para uma mudança de opinião "se uma visita de Estado pudesse ajudar a solidificar o apoio dos EUA à Ucrânia".
"Entretanto, para que isso seja verdade, os Estados Unidos teriam que manter um forte apoio à Ucrânia, sua independência e integridade territorial", observou.
As observações, criticadas pelos conservadores e pelos trabalhistas na Câmara, foram feitas uma semana depois que o primeiro-ministro Keir Starmer, aproveitando sua visita oficial à Casa Branca, transmitiu um convite de Estado ao Reino Unido por meio do rei Carlos III.
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