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LONDRES 12 abr. (DPA/EP) -
O primeiro-ministro da Escócia, John Swinney, alertou que o Reino Unido pode não dispor de meios suficientes para responder à “ameaça” representada pela atividade militar da Rússia no Atlântico Norte, especialmente em áreas próximas à costa escocesa.
Swinney expressou sua preocupação após o divulgamento de informações sobre a presença de um submarino de ataque russo e de outros dois submarinos de espionagem que teriam estado operando perto de infraestruturas submarinas essenciais, como cabos de comunicação e energia. “Estou muito preocupado com a presença de navios russos no Atlântico Norte”, afirmou, ressaltando que essas instalações são vitais para seu país — o Reino Unido — e para “muitos outros”.
Nesse contexto, o líder escocês insistiu na necessidade de proteger esses ativos contra possíveis ações hostis: “É vital que nossos interesses estejam protegidos contra qualquer ameaça que possam representar as ações dos navios de guerra e submarinos russos, que poderiam danificar as infraestruturas”, afirmou.
Essas declarações foram feitas depois que o ministro da Defesa britânico, John Healey, confirmou que forças do Reino Unido e de seus aliados acompanharam de perto três embarcações russas detectadas na costa norte do país. Segundo explicou Healey, um navio de guerra e um avião foram mobilizados para dissuadir a atividade “maligna” ligada ao presidente russo, Vladimir Putin.
O próprio Healey alertou que Moscou tenta aproveitar o fato de que a atenção internacional está atualmente voltada para outros conflitos, como o do Irã, e apontou a Rússia como “a principal ameaça à segurança do Reino Unido”.
Nesse contexto, Swinney pediu uma revisão das prioridades em matéria de defesa e questionou a capacidade atual de Londres. “Quero ter certeza de que temos capacidade para isso”, afirmou, antes de ressaltar que está “muito preocupado com o fato de o Reino Unido não ter capacidade suficiente para enfrentar a ameaça russa no Atlântico Norte”.
Nessa linha, o ministro da Defesa britânico defendeu um maior investimento na proteção de infraestruturas críticas em detrimento de outros gastos militares. Em sua opinião, o país deveria se concentrar em “proteger essa infraestrutura” em vez de destinar recursos a “armas nucleares que não (podem) ser utilizadas e que são proibitivamente caras”.
O líder do Partido Nacional Escocês também criticou a falta de comunicação com o governo britânico em questões de segurança, denunciando que não recebeu informações específicas sobre essa situação e que existe um déficit de coordenação institucional. “Precisamos de mais colaboração, mais diálogo, mais compromisso”, reivindicou.
Como exemplo, ele lembrou o caso do petroleiro de bandeira russa anteriormente conhecido como Bella 1, interceptado pelos Estados Unidos e posteriormente transferido para a costa escocesa sem aviso prévio às autoridades regionais, o que gerou tensões sobre a gestão de competências.
Por sua vez, o Ministério da Defesa britânico defendeu que o país está reforçando sua presença no Ártico e no norte da Europa, com medidas como o aumento de efetivos na Noruega, o envio do porta-aviões “HMS Prince of Wales” e novos investimentos em capacidades antissubmarinas no âmbito do programa “Atlantic Bastion”.
“O excepcional pessoal militar que presta serviço na Escócia e os profissionais da indústria de defesa são um orgulho para este país”, afirmou um porta-voz, que ressaltou que esses esforços visam garantir a segurança nacional tanto dentro quanto fora do território britânico.
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