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MADRID, 8 abr. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, entrou na terça-feira com um processo por "injúria" contra o líder da oposição do Partido Republicano do Povo (CHP), Ozgur Ozel, que recentemente afirmou que o presidente é o chefe de uma "junta" em meio a suas críticas às autoridades após a prisão do prefeito de Istambul e candidato presidencial do CHP, Ekrem Imamoglu.
"Uma ação foi movida no tribunal de primeira instância de Ancara, pedindo 500 mil liras (cerca de 12 mil euros) pelas acusações infundadas e expressões insultantes, como 'golpista', feitas por Ozel durante o congresso do CHP contra nosso presidente", disse Huseyin Aydin, advogado de Erdogan, segundo a agência de notícias estatal turca Anatolia.
Ozel disse no domingo, durante o congresso extraordinário de seu partido, que a Turquia é governada "por uma junta que tem medo de eleições" e afirmou que Erdogan é "presidente de uma junta que ataca aqueles que têm o apoio do povo e aqueles que podem se tornar seus rivais", referindo-se a Imamoglu.
Apesar disso, na terça-feira, o líder do CHP reiterou suas críticas e conclamou o principal aliado de Erdogan, Devlet Bahceli, em seu site de rede social X, a "ser um camarada da nação e não dos golpistas" e a "fazer uma aliança com o povo, não com membros da junta".
Imamoglu está em prisão preventiva após ter sido preso em meados de março por supostamente "liderar uma organização criminosa", entre outros delitos de corrupção, bem como por "ajudar" o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que Ancara considera uma organização terrorista.
O agora desqualificado prefeito de Istambul, figura popular na política turca e candidato escolhido pelo CHP para as próximas eleições presidenciais de 2028, rejeita as acusações e afirma ser vítima de uma perseguição política orquestrada por Erdogan para evitar um confronto com ele nas urnas.
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