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MADRID 14 fev. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, advertiu que o deslocamento forçado de palestinos da Faixa de Gaza, proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, representaria "uma grande ameaça à paz mundial", ao mesmo tempo em que pediu a Washington que retirasse o plano da mesa.
Erdogan disse em uma entrevista ao canal de televisão indonésio Narasi TV que "o mundo islâmico não pode aceitar isso" e expressou sua esperança de que Trump "corrija rapidamente esse erro político".
"Antes de tudo, é necessário apoiar a paz mundial, e os Estados Unidos são os principais responsáveis por isso. Um país como os Estados Unidos deve ser a favor da paz mundial", disse ele, em uma visita oficial à Indonésia, em meio a críticas internacionais à proposta de Trump.
Ele também chamou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, de "gângster" e afirmou que ele está evitando a responsabilização perante os tribunais israelenses e o Tribunal Penal Internacional (TPI) por crimes cometidos durante a ofensiva israelense contra a Faixa de Gaza.
"Se você olhar para a Palestina (...), há hospitais e escolas destruídos. Consideramos essa uma posição desumana. Consideramos isso um ato desumano", disse ele, ao mesmo tempo em que enfatizou que a Turquia "insiste na necessidade de respeitar uma decisão da justiça internacional", referindo-se ao mandado de prisão emitido pelo TPI contra Netanyahu.
Trump propôs que mais de 1,5 milhão de palestinos fossem transferidos à força para o Egito e a Jordânia e chegou a dizer que Washington poderia assumir o controle do enclave, algo rejeitado pela Autoridade Palestina, pelo Hamas e pelos países da região, que chegaram a alertar que isso poderia levar a uma limpeza étnica e optaram pela solução de dois Estados.
De fato, o presidente dos EUA chegou a enfatizar no domingo que seu governo "está comprometido em comprar e possuir" a Faixa de Gaza quando o conflito entre Israel e o Hamas terminar, após um ano e meio de bombardeios israelenses constantes que deixaram o território palestino destruído e mais de 48.200 mortos.
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